Educação que começa no afeto e forma alunos desde os primeiros anos

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Educação que começa no afeto e forma alunos desde os primeiros anos

Com 131 anos de história em Pelotas, instituição investe em formação integral, acolhimento, contato direto com as famílias e inovação pedagógica na aprendizagem para acompanhar os atuais desafios do ensino desde a educação infantil até o 3º ano do Ensino Médio

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Educação que começa no afeto e forma alunos desde os primeiros anos
Escola oferece 16 turmas da creche ao Pré-B no eixo da Educação Infantil. (Foto: Gabriel Leão)

Com mais de um século de tradição em Pelotas, o Colégio Gonzaga tem em sua premissa construir cidadãos com valores que são ensinados em todas as fases da vida escolar, por uma equipe de professores e supervisores preparados para oferecer o suporte, a escuta e o acolhimento por meio do ensino que é referência há 131 anos. Dos primeiros anos ao Ensino Médio, a instituição alia tradição e inovação em um ambiente de aprendizado que vai além do conteúdo em sala de aula, priorizando o desenvolvimento humano, emocional e acadêmico. Desde os primeiros anos de vida, período considerado decisivo para a formação emocional, social e cognitiva, a educação infantil é o ponto de partida dessa caminhada.

Mais do que o início da vida escolar, ela representa o primeiro contato da criança com pessoas além do ambiente familiar, processo que exige cuidado, sensibilidade e planejamento pedagógico pelos gestores educacionais. Esta etapa é fundamental para as crianças e também para os pais, em especial no aspecto emocional. “Toda ação feita pelos nossos profissionais nessa fase terão reflexos ao longo de toda vida. Cada criança que chega no universo escolar é potente e temos toda sensibilidade e conhecimento para fazer as conexões necessárias e oferecer ambiente seguro para que cada uma possa realmente se desenvolver, sempre com um dos eixos fundamentais do Gonzaga que é o afeto”, explica a supervisora pedagógica, Adriana Rosinha. Ela ressalta que uma criança bem acolhida, aprende com mais facilidade. “O ambiente tem que passar segurança, assim como o olhar da professora. A partir do momento em que ela se sente acolhida, tem vontade de estar no universo escolar”, reforça.

Ambiente seguro para os pais

No eixo da Educação Infantil, o Colégio Gonzaga oferece 16 turmas da creche ao Pré-B com idades entre um ano e três meses até os cinco anos. Mesmo com pouca idade, a interação com outras crianças é peça fundamental nessa etapa da vida e o acolhimento é um dos pontos centrais da proposta pedagógica. “Uma criança bem acolhida, em um ambiente seguro, aprende qualquer coisa. Porém ela precisa da afetividade como base”, destaca a professora Priscila Peroba. A adaptação das crianças é um dos eixos essenciais do Gonzaga no cuidado com o aluno, assim como os pais, que também passam por esse processo, em especial nas primeiras semanas de adaptação. “Os pais precisam estar seguros para deixar seus filhos conosco, entenderem que aquele lugar é o ideal para o seu desenvolvimento. Essa segurança faz toda diferença para que os pequenos tenham uma adaptação tranquila”, destaca a professora com 18 anos de experiência no Gonzaga. “Nossa prioridade é focar no bem-estar e nas relações que serão construídas no ambiente escolar. A criança que forma uma base sólida de afeto vai refletir no seu futuro. Temos como objetivo que essa criança seja feliz na nossa educação infantil”, reforça.

Essa construção passa diretamente pela relação entre escola e família. Desde o primeiro contato, os pais ou responsáveis são inseridos no processo educativo e apresentados às concepções pedagógicas da instituição. “É um relacionamento de longo prazo. A gente está falando da formação de um ser humano, e ela precisa ser contínua”, pontua a supervisora Adriana. A parceria se estende ao longo do ano letivo, com comunicação constante e estratégias que aproximam as famílias do cotidiano escolar. Roteiros pedagógicos, reuniões e atividades compartilhadas fazem parte desse vínculo ao longo do ano.

A importância do brincar

Outro ponto central da metodologia é o brincar. Longe de ser apenas recreação, a brincadeira é tratada como ferramenta essencial de aprendizagem por ser uma espécie de linguagem universal da infância. Por meio das atividades, a criança desenvolve habilidades fundamentais, como socialização, coordenação motora e resolução de conflitos. “É brincando que a criança aprende a esperar, a dividir, a lidar com frustrações. Isso tudo faz parte da formação”, acrescenta a coordenadora pedagógica Ritamara Buss. A proposta pedagógica considera que toda atividade precisa ter intencionalidade. Cada interação, cada dinâmica e cada experiência são pensadas para contribuir no desenvolvimento integral.

A presença da tecnologia também é tratada com cautela. Embora reconhecida como ferramenta importante, seu uso na educação infantil é limitado e direcionado. O foco permanece na construção ativa do conhecimento, com experiências concretas, interação social e estímulos criativos. “A tecnologia precisa ser usada como complemento, não como substituição da experiência da criança”, explica.

O brincar na prática

As brincadeiras são parte da metodologia de aprendizado na sala da professora Andressa Fuentes dos Santos. Há dez anos no Gonzaga, começou como auxiliar e dois anos depois assumiu a sua própria turma do maternal A, com crianças de 2 e 3 anos. A coordenação motora fina, o movimento de pegar um pincel, a noção de espaço com jogos de encaixe, são algumas das atividades praticadas que terão reflexo na aprendizagem futura. “Mostramos para as crianças qual é a funcionalidade do brincar, como folhear o livro, como montar um bloquinho, como desenhar. Cada brincadeira tem uma razão para um estímulo diferente”, destaca.  Para ela, o sentimento como professora e mãe de duas crianças, da importância do estímulo correto é gratificante. “Recebo muitos relatos dos pais que veem os reflexos positivos do que realizamos em sala de aula. Isso demonstra que estamos no caminho certo. Alguns alunos que já cresceram passam nos corredores e ainda carregam memórias deste início, o que me enche de orgulho”, afirma Andressa.

Idade ideal para o ingresso na escola

Especialistas apontam que esse momento varia conforme a realidade de cada família, levando em conta rotina, rede de apoio e necessidades da criança. No Brasil, a legislação estabelece a obrigatoriedade da matrícula a partir dos quatro anos, na pré-escola. No entanto, a inserção mais precoce no ambiente escolar pode ampliar oportunidades de desenvolvimento, especialmente em aspectos sociais, emocionais e cognitivos. O convívio coletivo, os estímulos planejados e a mediação pedagógica contribuem para potencializar habilidades desde os primeiros anos, respeitando sempre o tempo e a individualidade de cada criança. “É na educação infantil, principalmente na creche, que a gente percebe o quanto o desenvolvimento acontece rápido. Em um mês de aula, já é possível ver mudanças no comportamento, na fala, na interação. Tudo o que é oferecido para a criança nesse ambiente, ela absorve e transforma em aprendizado”, destaca a coordenadora Ritamara Buss.

Ela também lembra que a criança no ambiente escolar não aprende só conteúdos. “Aqui ela socializa, compartilha, constrói o imaginário junto com outras crianças. E isso faz toda a diferença. Esse crescimento é muito perceptível para as famílias – todos ganham: a criança, os pais e a sociedade no futuro, com uma base mais forte”, completa.

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