“Temos muitos estudantes que dependem exclusivamente da bolsa”

Abre aspas

“Temos muitos estudantes que dependem exclusivamente da bolsa”

Eraldo Pinheiro - Vice-reitor da UFPel

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“Temos muitos estudantes que dependem exclusivamente da bolsa”
(Foto: Volmer Perez)

A Universidade Federal de Pelotas enfrentou atrasos no pagamento de bolsas estudantis devido à redução temporária nos repasses financeiros do Ministério da Educação (MEC). Em entrevista à Rádio Pelotense, o vice-reitor Eraldo Pinheiro explicou o cenário, falou sobre a retomada das atividades após o fim da greve dos técnicos-administrativos e projetou os próximos passos da TV e da Rádio UFPel.

O que causou o atraso no pagamento das bolsas?
Nos últimos tempos, o recurso que recebemos do MEC passou a ser repassado em um valor financeiro menor do que estava programado. Isso fez com que tivéssemos que escalonar o pagamento das bolsas. Entre hoje (quarta-feira, 15) e amanhã (quinta-feira, 16) devemos finalizar todos os pagamentos. Foi uma situação que impactou diretamente a vida dos nossos estudantes.

Quantos estudantes foram afetados?
Temos mais de mil estudantes de iniciação científica, cerca de 300 de extensão e ainda os bolsistas da área de inovação. Não foram todos impactados da mesma forma. Como o recurso chegava de forma escalonada, também tivemos que escalonar os pagamentos.

O problema ocorreu apenas na UFPel?
Essa questão específica das bolsas aconteceu em nível nacional. O orçamento anual, teoricamente, está garantido. O que tivemos foi uma dificuldade no fluxo dos repasses financeiros. O planejamento da universidade segue mantido.

Qual foi o principal impacto dos atrasos?
O grande drama é das pessoas que dependem daquele recurso. Temos muitos estudantes que dependem exclusivamente da bolsa, inclusive vindos de outras cidades. Eles precisam pagar aluguel, alimentação e outras despesas. É isso que mais nos incomoda.

Como será a retomada após o fim da greve dos técnicos-administrativos?
Os técnicos conseguiram avanços importantes na pauta que defendiam. Agora vamos retomar plenamente os serviços que estavam prejudicados e organizar a reposição das atividades que ficaram pendentes. A área da saúde foi certamente a mais afetada.

Existe risco de uma nova greve?
Em princípio, não vemos uma nova greve no horizonte. O principal objetivo do movimento foi alcançado e estamos retomando o planejamento institucional.

Quando a TV UFPel terá programação própria?
Estamos trabalhando em duas frentes: a produção de conteúdo e a busca de recursos para a estrutura de transmissão. A expectativa é que a programação própria esteja no ar no início de 2027.

E a Rádio UFPel?
A rádio também está nesse planejamento de revitalização. Queremos fortalecer nossos meios de comunicação como espaços de formação para os estudantes e de aproximação da universidade com a comunidade.

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