Fim do cessar-fogo no Oriente Médio mantém incerteza no preço dos combustíveis

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Fim do cessar-fogo no Oriente Médio mantém incerteza no preço dos combustíveis

Volta do conflito nessa semana acende alerta no Brasil

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Fim do cessar-fogo no Oriente Médio mantém incerteza no preço dos combustíveis
Alíquota sobre imposto de exportação foi mantida para frear saída do país (Foto: Jô Folha)

O fim do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, nessa semana, acendera o alerta mundial para as alterações do preço do barril do petróleo. No Brasil, duas medidas do governo federal buscam diminuir os impactos do conflito no bolso do consumidor. A primeira, foi a manutenção do subsídio federal de R$ 0,44 por litro de gasolina, que estava prevista para ser encerrada nessa semana, mas foi mantida pelo menos até a próxima. Na prática, o governo continua pagando parte dos custos do combustível na bomba em busca de estabilidade no preço e controle da inflação.

Olhando para o interesse econômico nacional, foi mantida também a alíquota do imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto por, pelo menos, mais 60 dias. Isso torna a exportação mais cara e incentiva a manutenção do petróleo brasileiro no mercado nacional, ao mesmo tempo que reduz a pressão internacional sobre os preços.

Conflito mantém volatilidade do petróleo

A indefinição sobre o fim do conflito internacional mantém o mercado de petróleo em constante instabilidade. Segundo o economista Eduardo Tillmann, são dois os efeitos principais: impedimento de uma queda mais acentuada dos preços e aumento na volatilidade do mercado. “Essa indecisão sobre o fim do conflito gera toda uma incerteza para o mercado de petróleo. O preço do petróleo acaba não baixando tanto como deveria, caso houvesse a paz assegurada.”

O economista destaca que essa instabilidade impede que a redução do preço do petróleo chegue ao consumidor final. “Tanto o nível não baixa, quanto a volatilidade aumenta muito. Isso acaba gerando toda uma incerteza para dentro do mercado. A consequência final é que nós, consumidores de combustível, não temos essa redução no preço nas bombas.”

Impacto na inflação e nos preços dos produtos

Além dos combustíveis, Tillmann lembra que o petróleo influencia toda a cadeia de custos da economia, especialmente transporte e logística. “Se o preço da gasolina, do diesel, do petróleo de maneira geral reduz, isso tem toda consequência para a logística e desdobramentos para o preço dos alimentos e dos bens no geral.” Ele afirma que o fim do conflito poderia ajudar a aliviar a inflação. “A gente torce para que haja o fim desse conflito, para que esses efeitos positivos, em termos de inflação e do próprio preço do combustível, apareçam.”

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