O principal entrave para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul é a infraestrutura. É o que avalia o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier, em entrevista à rádio Pelotense, nesta sexta-feira. Bier defendeu que o próximo governo do Estado adote uma agenda voltada ao fortalecimento da indústria, com prioridade para a criação de um Fundo Constitucional para o Estado e investimentos em logística. Ele ainda destacou o potencial da Zona Sul com o Porto de Rio Grande e a futura exploração de petróleo na Bacia de Pelotas.
Entrega das propostas aos pré-candidatos ao governo
Cláudio Bier explicou que a Fiergs optou por apresentar diretamente aos pré-candidatos ao governo do Estado um conjunto de propostas elaboradas pela indústria gaúcha. “Todas as instituições estão fazendo debates. E nós optamos por um modelo onde nós levamos os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas e fizemos a entrega dessas 118 propostas consolidadas da indústria do Rio Grande do Sul.”
Para ele, a principal reivindicação da indústria é a criação de um Fundo Constitucional para o Rio Grande do Sul. Ele afirma que o mecanismo permitiria investimentos em infraestrutura e competitividade. “A principal proposta nossa foi o nosso fundo constitucional. Esse fundo constitucional seria fundamental para que o Rio Grande do Sul viesse a ter uma logística mais adequada.”
Logística como prioridade para o desenvolvimento
O presidente afirmou que a infraestrutura é o principal entrave ao crescimento do Estado. Ele cita como prioridades as melhorias em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. “Nós temos que preparar o nosso estado para, após a reforma tributária, a gente estar com uma logística bem adequada.”
Bier afirmou que a Metade Sul possui grande potencial de desenvolvimento. Entretanto, avalia que a infraestrutura limita esse crescimento. “A Zona Sul tem tudo para crescer. Não adianta ter o Porto de Rio Grande se para chegar nele nós temos que pagar pedágio caríssimo.”
Segundo o dirigente, um novo ciclo de desenvolvimento poderá ocorrer na região com a exploração de petróleo e gás na Bacia Pelotas. Mas volta a destacar que a logística precisa melhorar. Segundo ele, isso faz o Estado perder competitividade. “O Porto de Rio Grande é um espetáculo. Só que, com essa logística cara, ele fica caro. Nós estamos perdendo muita carga para Santa Catarina.”