O duelo da semifinal entre Brasil e Santa Cruz marcará o encontro das duas equipes ainda invictas na Copa Carlos Caetano Verri, mas com campanhas bem diferentes. O Xavante atuou nas quatro primeiras rodadas com um time alternativo e, mesmo assim, somou 10 dos 12 pontos possíveis, garantindo a classificação. Já sem a disputa da Série D, a equipe de Laécio Aquino venceu o Bra-Far e empatou com o Guarany, fora de casa, fechando o Grupo B na liderança, com 14 pontos.
Já o Galo Carijó não perdeu nenhuma partida, mas, por outro lado, somou quatro empates e venceu apenas duas vezes, sendo a última vitória na terceira rodada, diante do Monsoon. Na rodada final, vencia o Gramadense por 2 a 0 dentro de casa, resultado que lhe garantiria a primeira colocação da chave, mas sofreu o empate e terminou o Grupo A em segundo lugar, com 10 pontos.
O jogo de ida contra o Brasil será no dia 27 de junho, um sábado, às 15h, nos Plátanos. A direção do Santa Cruz trabalha com a ideia de promoções de ingressos, inclusive para a torcida visitante. A partida de volta, no Bento Freitas, deve ocorrer no dia 5 de julho.
Destaques do adversário
Para formar o elenco para a Copinha, a direção do Santa Cruz aproveitou alguns nomes de destaque da equipe vice-campeã da Série A-2 do Estadual Sub-17 do ano passado, fazendo uma mescla com atletas experientes, como o goleiro Rodrigo Mamá, de 43 anos. No ataque, o artilheiro do Galo é Matheus Mazia, com três gols.
Durante a primeira fase, chegaram reforços como o meia Maicon Assis, de 36 anos, ex-Brasil, e o atacante Mateus Patolino, que foi companheiro de Endrick e Estevão nas categorias de base do Palmeiras e chegou aos Plátanos emprestado pelo Cuiabá. A direção não descarta novas contratações. A janela para inscrição de novos jogadores na Copinha se encerra no dia 26 de junho.
Entre os atletas revelados na base, o lateral-esquerdo Léo Soares, o meia Fred e o atacante Dudu Haas são os que mais vêm recebendo oportunidades com o técnico Silmar Prestes.
“Favoritismo é todo do Brasil”
O presidente do Santa Cruz, Henrique Hermany, atribui o favoritismo ao Brasil, mas vislumbra a classificação como uma oportunidade para recolocar o clube em uma competição nacional pela primeira vez desde 2021.
“A gente respeita muito o adversário. A gente sabe que todo o favoritismo é do Brasil por toda a sua estrutura, a sua história, mas a gente vai lutar para passar de fase, para projetar o Santa Cruz em um calendário nacional, colocar obviamente o Santa Cruz em um outro padrão como o clube”, disse.
O Brasil é o atual campeão da Copinha, enquanto o Santa Cruz conquistou o título em 2020 ao superar o São José na final, nos pênaltis.