A Zona Sul vai debater, nesta quarta (10) e quinta-feira (11), o futuro do turismo regional. É uma oportunidade que deve ser aproveitada para esgotar o assunto ao máximo. Por anos, a região repete que o setor é um dos nossos futuros econômicos, e de fato, o tema avançou muito. Mas ainda precisamos amadurecer um tanto para que sejamos verdadeiramente uma zona turística e, mais do que isso, sejamos reconhecidos externamente como um polo que recebe pessoas e sabe acolher. Eventos para dialogar são essenciais, e devem ser seguidos de planos de ação e de atividades contínuas, como alguns atores – o Sebrae em especial – fazem ao longo do tempo.
Hoje temos dois grandes desafios: conectar e comunicar. As ações não podem ser isoladas. Deve-se partir do princípio que o visitante não virá a Pelotas para comer quindins e ver prédios históricos apenas, mas também para aproveitar o mar do Cassino, em Rio Grande, as belezas do interior na Serra dos Tapes, os roteiros étnicos de São Lourenço do Sul. O segundo passo é fazer com que outras regiões do Estado e do país nos reconheçam como tal. Esses dois resultados são obtidos com diálogo constante e ações efetivas.
Para o gestor público, é essencial entender que estimular o turismo é garantir avanços em diversas frentes. Estimula os negócios diretos, como pousadas, bares e restaurantes, e os indiretos, como o comércio. E, de quebra, traz recursos que ficam na cidade. É dinheiro de fora que chega e passa a circular na nossa economia. E o esforço não é tão extremo, mas precisa ser constante. Consolidado, o turismo se torna uma alternativa interessante para uma nova veia econômica que não depende do clima ou do mercado para se sustentar.
Esse é mais um dos temas que a Zona Sul precisa de união e de lideranças dispostas a agirem. O potencial está aí e é visível. Oportunidades como o Seminário que o Sebrae está promovendo são luz para nortear os próximos passos. Os resultados certamente serão colhidos no futuro se os agentes que impactam o setor estiverem bem atentos ao que será dito.
