O Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto, em Pelotas, vive um momento de expansão e novas perspectivas para os próximos anos. O terminal saiu de menos de 30 mil passageiros em 2022 para cerca de 100 mil anuais em quatro anos, consolidando-se entre os principais aeroportos do Rio Grande do Sul.
O gerente do aeroporto Wesley Puygcerver destacou que a expectativa para 2026 é de novo avanço no número de passageiros, impulsionado por duas frentes principais: a possível retomada do voo da Azul para Viracopos e o retorno das operações internacionais de aviação geral. O terminal busca ainda ampliar rotas, recuperar operações suspensas e se posicionar como peça estratégica diante da futura exploração da Bacia de Pelotas pela Petrobras.
Petrobras pode transformar aeroporto em base logística offshore
Uma das perspectivas mais relevantes envolve a possibilidade de Pelotas se tornar base de apoio aéreo para operações da Petrobras no litoral sul gaúcho. Segundo Puygcerver, a definição de Pelotas como centro das atividades ligadas à Bacia de Pelotas é vista com entusiasmo pelo aeroporto.
“Para nós é algo totalmente estratégico e algo que conversa muito com essa novidade da Petrobras instalar suas operações aqui na cidade. Havia uma incerteza quanto à cidade pleiteante, e a gente recebe isso com muita satisfação”, afirma.
Embora ainda não exista negociação formal entre a estatal e a administração aeroportuária, o gerente confirmou que já houve aproximação anterior. “Nós tivemos uma visita de executivos no ano passado, mas até o momento a Petrobras não nos procurou a respeito de pleitear as instalações do aeroporto”, pondera.
Um dos principais terminais do estado
O salto expressivo no número de passageiros reposicionou o aeroporto de Pelotas no cenário gaúcho. Segundo Puygcerver, o terminal deixou de ser coadjuvante para ser um dos principais do estado. “Pelotas vem numa crescente desde quando nós assumimos em 2022. Nós saímos ali de menos de 30 mil passageiros para 100 mil passageiros em quatro anos”, comemora.
Mesmo com uma leve retração no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período anterior, a expectativa da gestão é positiva para os próximos meses. Puygcerver explicou que dois fatores influenciaram o desempenho recente: a suspensão do voo da Azul para Viracopos e a espera por autorização da Receita Federal para retomada de voos internacionais de aviação geral.
Atualmente, Pelotas conta com operações da Latam para Guarulhos, Gol para Congonhas e Azul para Porto Alegre. A taxa média de ocupação é considerada saudável pelo setor. “As ocupações estão girando em torno dos 77%, se a gente for tirar uma média das três companhias aéreas”, diz.
Acesso ainda é preocupante
O acesso ao aeroporto, pela Avenida Zeferino Costa, é considerado pelo gerente como limitado. Segundo ele, a via se torna perigosa em horários de pico, sobretudo por não ter um acostamento adequado. “Na minha visão, o acesso ali é um tanto quanto limitado e perigoso. Já tivemos histórico recente de acidente ali na frente”.
Uma discussão em andamento poderá levar uma base regional da Defesa Civil para dentro da área aeroportuária. O projeto prevê também uma nova via de acesso ao terminal, o que melhoraria o fluxo de veículos. “Com essa via nova a gente consegue padronizar, fazer com que uma seja somente de entrada e outra só de saída. Isso auxilia a questão do fluxo e diminui também o risco de acidentes”.
