Casarão do século 19 ressurge totalmente restaurado

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Casarão do século 19 ressurge totalmente restaurado

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Atualizado segunda-feira,
20 de Abril de 2026 às 11:06

Há 25 anos

Em abril de 2001, uma iniciativa privada chamou a atenção em Pelotas ao apresentar o restauro completo de um casarão histórico do município, construído no final do século 19. Na esquina das ruas General Osório e General Neto, um casarão que poderia ter desaparecido, foi preservado graças à decisão do empresário Léo Zilberknop, que optou por investir na memória da cidade.

Sem recorrer a incentivos públicos ou leis de fomento cultural, a família financiou integralmente a obra, que levou cerca de dois anos e meio para ser concluída. Sob responsabilidade do arquiteto Fernando Caetano, o projeto enfrentou desafios estruturais significativos. O imóvel, fechado por quatro anos, apresentava comprometimento generalizado: estuques danificados, madeiramento tomado por cupins e um telhado em colapso que abrigava milhares de morcegos.

Soluções detalhadas

A recuperação exigiu soluções detalhadas, desde a retirada e restauração manual das telhas até a instalação de estruturas para proteger o prédio da umidade. O trabalho também envolveu pesquisa histórica e técnicas especializadas para preservar elementos originais, como azulejos portugueses pintados à mão, pisos em pinho de riga, gradis e ferragens da época.

Com apoio de profissionais locais e técnicos vindos de Porto Alegre, o canteiro de obras se transformou em um espaço de aprendizado em restauro. Em contraste com a perda frequente do patrimônio arquitetônico, o casarão restaurado tornou-se símbolo de valorização histórica.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Câmara de Vereadores presta homenagem a Getúlio Vargas

(Foto: Reprodução)

Há 50 anos, a Câmara de Vereadores de Pelotas dedicava parte de sua sessão a reverenciar a memória de um dos personagens mais influentes da política brasileira. Em 19 de abril de 1976, data que marcava o aniversário de nascimento de Getúlio Vargas, o legislativo municipal aprovou por unanimidade um requerimento que transformou o expediente da tarde em uma solenidade de homenagem ao ex-presidente.

A iniciativa partiu do vereador Elberto Madruga, então líder da bancada do MDB, que também ocupou a tribuna como orador principal. Em seu discurso, Madruga traçou paralelos entre sua trajetória política, iniciada décadas antes, e a de Vargas, a quem definiu como “imortal presidente de todos os brasileiros” e um estadista de reconhecimento internacional. O vereador relembrou o entusiasmo popular que marcou a campanha pela volta de Vargas ao poder, destacando especialmente o apoio da classe trabalhadora.

Durante a manifestação, outros parlamentares também se pronunciaram. Sérgio Chim dos Santos e José Karini, este último representando a bancada da Arena, registraram apartes em solidariedade às palavras do colega, evidenciando um raro momento de convergência entre diferentes correntes políticas em torno da figura do ex-presidente.

Na história

Getúlio Vargas, nascido em 1882, teve papel central na história do Brasil ao liderar a Revolução de 1930. O gaúcho de São Borja governou o país por longos períodos e instituiu políticas trabalhistas que o tornaram conhecido como o “pai dos pobres”. Sua morte, em 24 de agosto de 1954, não encerrou sua influência, que seguiu sendo lembrada em gestos simbólicos que atravessaram gerações.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia

 

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