Há 65 anos
Para celebrar os 150 anos de Pelotas, que ocorreu em 1962, um ano antes, a prefeitura realizou um concurso em busca de um projeto para desenvolver um brasão para o município. O trabalho vencedor foi o proposto por Artur Henrique Foerstnow. A proposta se tornou símbolo oficial a partir do decreto nº. 427, de 30 de dezembro de 1961.
Participaram do concurso 18 candidatos, que apresentaram 26 trabalhos. O julgamento foi feito por uma comissão formada pelos vereadores Darci Adam, Getúlio Dias e José Pederzolli Sobrinho, ainda integraram o grupo, Gilberto Isaacsson, o jornalista Waldemar Coufal e os professores da Escola de Belas Artes Adail Bento Costa e Marina Moraes Pires.
A proposta de Artur Henrique Foerstnow foi aprovada por unanimidade. Porém, o projeto inicial sofreu algumas alterações 30 anos depois, em 1991, a pedido do próprio autor, que fez a remodelação aprovada pela lei 3.463.
Grafado “Princesa do Sul”
De acordo com o Dicionário de História de Pelotas, o brasão possui a forma de escudo clássico dividido em quatro partes. Em cima está uma coroa de cor amarelo-ouro com a borda em vermelho e, em baixo, uma faixa, igualmente amarelo ouro com a borda em vermelho, contendo a inscrição Princesa do Sul em letras azuis.
As laterais externas são compostas, à esquerda, por uma espiga de arroz, na cor amarela, referenciando a maior fonte econômica da região, e à direita, por um ramo de louro, na cor verde, referenciando o aniversário de 150 anos da cidade. “Nas quatro partes em que se divide o interior do brasão, estão representados: no alto, à esquerda, sobre fundo azul, a figura em branco de um índio que conduz com os dentes, através de um rio, uma pelota, em alusão ao barco de couro que deu nome à cidade (na versão original, alterada pela lei de 1991, o índio estava dentro da pelota)”.
Outros símbolos
Ainda no alto, à direita, está a figura de um bovino – atualmente marrom, mas na primeira versão era em verde – simbolizando a importância das charqueadas na formação da cidade. Abaixo, à direita, sobre fundo azul, a figura em branco do Obelisco, monumento que representa em Pelotas o ideal republicano; abaixo, à esquerda, sobre fundo branco, a figura em verde da Rosa, monograma que simboliza a Ordem de São Francisco de Paula. Figura ao centro, em vermelho, a Cruz de Malta, em homenagem à colonização portuguesa.
Mesmo autor da bandeira
Posteriormente, o próprio Foerstnow, a pedido do então prefeito João Carlos Gastal, também criou a bandeira da cidade utilizando o brasão, que também foi admitida como símbolo oficial pela lei nº. 1.119 de 1962.
Fonte: verbete Brasão e bandeira, escrito pela pesquisadora Fernanda Oliveira da Silva, para o Dicionário de História de Pelotas (UFPel), organizado pelos historiadores Beatriz Loner, Lorena Gill, Mario Osorio Magalhães
Há 50 anos
Famílias começavam a levar meninas para a vacinação

Vacina contra a rubéola era aplicada em crianças de sete a dez anos (Foto: Reprodução)
Uma ação de saúde pública fez um chamamento para as famílias em Pelotas. Era a vacinação contra a rubéola, voltada exclusivamente a meninas entre sete e dez anos incompletos, que tinha começado oficialmente no dia 9 de abril de 1976. Porém, no município a procura começou a ser registrada a partir do dia 12, no, então, Centro de Saúde nº 5.
Longe do formato de grandes campanhas, a iniciativa seguia diretrizes estaduais e tinha alcance limitado: não havia unidades móveis nem atendimento ampliado. Em razão do número restrito de doses disponíveis em todo o Rio Grande do Sul, a imunização ficou concentrada em um único posto na cidade, com horários definidos ao longo do dia.
Ação focalizada
Coordenada pela Secretaria Estadual da Saúde, então sob responsabilidade de Jair Soares, a medida refletia uma estratégia focalizada em um grupo prioritário, algo comum à época.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense