Produtora de Concerto Campestre anuncia adiamento das filmagens

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Produtora de Concerto Campestre anuncia adiamento das filmagens

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Há 25 anos

O diretor Henrique de Freitas Lima e a produtora Mariângela Grando, convocaram uma coletiva de imprensa, no dia 18 de abril de 2001, para anunciar o adiamento das filmagens do longa-metragem Concerto Campestre, previstas para iniciarem em 17 de maio daquele ano. O motivo seria um impasse entre a prefeitura de Pelotas e a produção. Eles esperam retomar atividades no segundo semestre.

“Se o estágio em que o nosso trabalho se encontra não estivesse tão adiantado, iríamos embora”, chegou a dizer o cineasta. Segundo Freitas Lima, a Cinematográfica Pampeana, produtora de Concerto Campestre, poderia entrar na Justiça contra a administração municipal, caso a situação não seja revertida.

Os problemas teriam começado em janeiro, de acordo com a produção, quando a prefeitura suspendeu a concessão de incentivos fiscais previstos em lei.

Desentendimento

Para não interromper a produção, eram necessários cerca de R$ 200 mil. Desse valor, R$ 130 mil viriam da isenção de impostos, falaram os produtores. Outro problema apontado seria a falta de acesso ao Theatro Sete de Abril e ao Museu da Baronesa.

Na época, a então secretária de Cultura, Renata Requião, rebateu, dizendo que a produção do filme não detalhou o que seria realizado nas dependências desses prédios históricos e que os produtores teriam, num primeiro contato, proposto fazer intervenções permanentes nos espaços, o que não seria permitido.

Rodado na cidade

Apesar do clima de tensão que se formou, o filme foi todo gravado em Pelotas, a partir de 10 de dezembro de 2001, tendo como principal locação a Granja da Costa. No elenco estavam nomes como Antonio Abujamra, Samara Felippo, Leonardo Vieira, Araci Esteves, Alexandre Paternost, Miguel Ramos, Roberto Birindelli, Naiara Harry, Sirmar Antunes e Lori Nelson, entre outros. O roteiro é alicerçada em livro homônimo de Luiz Antônio de Assis Brasil. A primeira exibição ocorreu em 27 de abril de 2003, em Pernambuco.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site Internet Movie Database e Portal do Cinema Gaúcho, da Cinemateca Paulo Amorim 

Há 100 anos

Carlos Barbosa Gonçalves representava o RS no Senado

Sobrinho-neto de Bento Gonçalves, Carlos Barbosa Gonçalves nasceu em Pelotas no ano de 1851, e foi criado em Jaguarão, onde passou a maior parte da vida (Foto: Reprodução)

O pelotense de nascimento e jaguarense por adoção, Carlos Barbosa Gonçalves cumpria seu último ano no Senado. Se tornando um dos primeiros políticos gaúchos a assumir o cargo, que assumiu em 1920.

Conforme o Dicionário de História de Pelotas (volume I), a Constituição de 1824 assegurava que o Senado era vitalício. Os candidatos mais votados em eleição provincial compunham uma lista tríplice, que era submetida à escolha do Imperador.

No Primeiro Reinado e na Regência (1822-1840), o Rio Grande do Sul, com três deputados, teve direito a apenas um representante na Câmara Alta.

Só em 1846, após a implantação do Segundo Reinado, foi instituída a segunda cadeira, uma vez que a, então, Província do Rio Grande do Sul passou a contar com cinco deputados: a terceira, proporcional a seis deputados somente por lei eleitoral de 19 de setembro de 1855.

Nenhum cidadão natural de Pelotas ou aqui residente desempenhou o cargo du rante esse período, mas João Jacinto de Mendonça, ao falecer em 3 de junho de 1869, havia sido eleito para o Senado e figurava em primeiro lugar na lista tríplice.

Trajetória

Sobrinho-neto de Bento Gonçalves, Carlos Barbosa Gonçalves nasceu em Pelotas no ano de 1851, e foi criado em Jaguarão, onde passou a maior parte da vida. Foi médico, tendo realizado diversas contribuições para a área da saúde na região Sul, e importante liderança política, responsável por presidir o Congresso Constituinte enquanto deputado da Assembleia Provincial em 1891.

Foi presidente do Estado do Rio Grande do Sul – o equivalente a governador, atualmente – de 1908 a 1913, liderando iniciativas como a reestruturação da então Faculdade Livre de Medicina de Porto Alegre, o projeto de construção do Palácio Piratini, as obras do Cais da Capital Gaúcha, do Porto Novo de Rio Grande e da ferrovia ligando o Vale do Caí à Serra, entre diversas outras.

A ferrovia é uma das razões pelas quais ele é homenageado pela cidade da Serra Gaúcha que leva seu nome. Carlos Barbosa Gonçalves faleceu em 1933, aos 82 anos de idade.

Fonte: Dicionário de História de Pelotas (UFPel), organizado pelos historiadores Beatriz Loner, Lorena Gill, Mario Osorio Magalhães

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