Com a aproximação do inverno e o aumento dos casos de doenças respiratórias, uma nova subvariante da Covid-19 tem chamado atenção: a chamada “cicada”. Esse nome pode parecer diferente e despertar alguma curiosidade e, com isso, os especialistas alertam que não há motivo para alarde, mas sim para reforçar cuidados já conhecidos.
O infectologista Murillo Cipolat explica que a cicada não é uma nova variante, mas sim uma subvariante da Ômicron, linhagem que é a predominante globalmente desde 2021. Identificada tecnicamente como BA.3.2, ela já circula em diversos países, mas, aqui no Brasil ainda não foi detectada. Segundo o médico, mutações são esperadas em vírus respiratórios como o da Covid-19. “Essas mudanças genéticas podem tornar o vírus mais transmissível ou ajudá-lo a escapar parcialmente da imunidade, mas isso não significa necessariamente maior gravidade da doença”, afirma.
Sintomas semelhantes podem dificultar o diagnóstico
Os sintomas associados são praticamente os mesmos de outras infecções respiratórias virais, como gripe e resfriado: febre, tosse, coriza e, em alguns casos, perda de olfato e paladar. De acordo com Cipolat, em pessoas vacinadas, não há indícios de que a subvariante cause quadros mais graves. “Ela se comporta de forma semelhante às outras cepas da Covid-19 que já conhecemos”, explica.
Vacinação segue como principal proteção
A principal recomendação dos especialistas continua sendo a vacinação. O reforço anual contra a Covid-19 é indicado especialmente para grupos de risco, como idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças e profissionais da saúde.
Além disso, a vacina contra a gripe também ganha destaque neste período, já que há aumento significativo de casos com a chegada do frio. “A vacina é uma ferramenta essencial porque previne que a pessoa adoeça. É mais eficaz do que tratar depois”, ressalta o infectologista.
Além da imunização, outras medidas seguem sendo fundamentais para reduzir a transmissão de vírus respiratórios:
- Higienização frequente das mãos
- Evitar aglomerações em ambientes fechados
- Manter locais ventilados
- Uso de máscara em caso de sintomas
O especialista também destaca a importância da chamada ‘etiqueta respiratória’. “Se estiver com sintomas, o ideal é ficar em casa. Se precisar sair, usar máscara é uma forma de proteger os outros, especialmente pessoas mais vulneráveis”, orienta.
