Há 50 anos
Com a presença do comandante da 6ª DE, general Luiz Gonzaga Pereira da Cunha, do comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Edmundo Adolpho Murgel e de quase uma centena de convidados especiais, entre eles o prefeito Ary Alcântara e vários chefes de Executivos da Zona Sul, o tenente-coronel Arnaldo de Lima Novaes recebeu o comando do 9º BIMtz, em julho de 1976. O coronel Dover Santa Rosa Caldas foi quem deixou o cargo, na época.
A solenidade foi realizada no ginásio coberto do Batalhão, por causa da chuva torrencial que caía sobre a cidade naquela manhã. As cerimónias iniciaram logo após às 10h, quando as diversas companhias do Batalhão fizeram a formatura, sendo executado o Hino à Bandeira, pela banda, na recepção à guarda de honra. Após, houve a execução do Hino Nacional e a correspondente leitura de boletins para conhecimento interno.

Novaes substituiu Dover Santa Rosa Caldas à frente do então 9º BIMTz. (Foto: Reprodução)
O ato de exoneração do coronel Dover Santa Rosa Caldas e da transmissão do comando ao tenente-coronel Arnaldo de Lima Novaes ocorreu com a tropa em “ombro armas” sendo, em seguida, colocada no braço do comandante substituto a insígnia do Batalhão Tuiuti. Ambos, substituto e substituído, a seguir, passaram em revista a tropa.
Período de repressão
Caldas comandava o então 9º BIMTz desde fevereiro de 1974, no auge do período de repressão e violência do governo militar de Emílio Garrastazu Médici. A partir de 1969 até aquele ano a presidência do país lançou mão de diferentes artifícios para se manter eliminar a luta armada, como a tortura institucional e censura prévia.
Em sua fala de despedida, Caldas agradeceu aos prefeitos de Pelotas, Canguçu, São Lourenço do Sul e ao então sub-prefeito do Chuí, municípios integrantes da área de segurança sob responsabilidade do Batalhão Tuiuti, “pela compreensão e apoio aos problemas comuns que nos permitiram solucioná-los ou equacioná-los.”
Fonte: Acervo Biblitotheca Pública Pelotense
Há 100 anos
Três conhecidas ruas da Zona da Várzea surgiram na década de 1920
De acordo com o pesquisador coronel Alberto Rosa Rodrigues, no livro As primitivas ruas de Pelotas – Um olhar do presente sobre o passado (Cadernos do IHGPel – Volume 5 – 2022), as ruas localizadas para os lados da Várzea, conhecida como zona do Porto, foram, em sua maioria, planejadas somente depois de concluídas todas as etapas instituídas até 1870. Elas acompanharam os alinhamentos e sentido das ruas originais que deram início à cidade e que ficaram conhecidas como ruas primitivas.
“As da zona portuária, que surgiram muitos anos depois, foram incluídas apenas para completar as ruas que formaram o esboço topográfico daquela região”, descreve o pesquisador. Foi por volta de 1910, que o loteamento começou a ser feito nos terrenos da antiga charqueada do comendador Heliodoro de Azevedo e Souza.

Loteamento ocupava as terras que eram do comendador Heliodoro de Azevedo e Souza. (Foto: Reprodução)
Na primeira década do século 20, seis ruas foram projetadas, mas somente quatro foram assinaladas, em datas diferentes. Em 1926 foram batizadas três ruas: Visconde de Jaguari, Vereador Boaventura Barcelos e Silveira Calheca.
Homem riquíssimo
O comendador Heliodoro “foi um homem riquíssimo na sua época”, comenta Rodrigues. Porém, faliu e teve que liquidar as suas propriedades naquela região. Os credores, que tomaram conta do espólio, organizaram-se e criaram o Sindicato Moreira & Cia e começaram a dividir os terrenos da antiga charqueada e fazer o loteamento.
Em 1911, foi designado o nome rua Garibaldi para a Rua 1. Até 1940 existiam, oficialmente, apenas quatro vias. Depois desse período é que surgiram as outras duas artérias que haviam sido somente projetadas: a rua Antero Victoriano Leivas e a José Barbosa Gonçalves.
Fonte: As primitivas ruas de Pelotas – Um olhar do presente sobre o passado (Cadernos do IHGPel – Volume 5 – 2022)