Plano Safra 2026/27 prioriza irrigação, armazenagem e sustentabilidade

Crédito Rural

Plano Safra 2026/27 prioriza irrigação, armazenagem e sustentabilidade

Ministério da Agricultura e Pecuária disponibilizará R$ 525,1 bilhões em recursos

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Atualizado terça-feira,
28 de Julho de 2026 às 09:57

Plano Safra 2026/27 prioriza irrigação, armazenagem e sustentabilidade
Nos últimos quatro anos, linha de crédito aumentou em 44% para acompanhar ampliação agrícola. (Foto: Divulgação)
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O Plano Safra 2026/2027 terá como prioridade os investimentos em irrigação, armazenagem e sustentabilidade. O crédito rural da Agricultura Empresarial para a próxima safra soma R$ 525,1 bilhões através do Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo o superintendente Federal de Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, o novo ciclo prioriza investimentos estruturais para aumentar a segurança da produção. “Acho que irrigação é um dos focos, armazenagem é outro foco e transição para a agricultura sustentável.”

Um dos grandes pilares será a irrigação. Souza explica que o tema ganha importância diante dos recorrentes problemas climáticos registrados, sobretudo, no Rio Grande do Sul. “A irrigação, pelo conjunto de problemas que a gente tem, temos enfrentado e temos linhas específicas para essa atividade.” Na armazenagem, destaque para a possibilidade de o produtor ter mais autonomia na comercialização. “A armazenagem, a nível de propriedades também, tem linhas específicas. Comercialização, para os agricultores poderem aguardar um tempo maior com o seu produto e não precisarem vender imediatamente as suas safras para satisfazer os seus compromissos financeiros.”

Ampliação da agricultura exige crescimento do crédito

O aumento dos recursos para o próximo ano acompanha a ampliação da agricultura brasileira e a necessidade de investimentos. Segundo o superintendente, o volume de recursos vem crescendo nos últimos anos e acompanha a expansão da atividade agrícola. Como exemplo, ele cita o plano de 2022, quando o valor disponível era de R$ 364 bilhões. Em 2023, foi R$ 471 bilhões. Em 2024, R$ 508 bilhões e em 2025, R$ 516 bilhões, um crescimento acumulado de 44% nos últimos quatro anos. “O crescimento do valor, mais que acompanhou um dos elementos que motivam esse crescimento, é, efetivamente, o crescimento da área plantada, o investimento em tecnologia e a demanda de recursos que decorre disso.”

MP deve garantir acesso ao crédito

A Medida Provisória 1.376/2026, aprovada no início de julho, deverá permitir que mais produtores voltem a acessar o crédito rural. A expectativa é que todo mundo esteja incluído e possa quitar as dívidas e acessar os recursos. Souza explica que o acesso ao crédito depende da situação cadastral e das regras do Manual do Crédito Rural. “Os agricultores, estando com a sua situação encaminhada, não estando ainda com inadimplentes, podem acessar normalmente.”

Incentivos a práticas sustentáveis

O superintendente destaca que o Plano Safra prevê incentivos financeiros para produtores que adotem medidas ambientais. Segundo ele, a sustentabilidade, através de sistemas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), passa a ser incorporada também como uma vantagem financeira no acesso ao crédito. “A redução de 0,5% da taxa de juros para os agricultores que estiverem com o CAR em dia e de mais 0,5% para aqueles agricultores que adotarem práticas sustentáveis que estão codificadas pelo Ministério da Agricultura.”

Subsídio do Pronamp será de 6%

A equalização dos juros, anunciada na última semana, promoveu uma redução de taxas em diversas linhas do Plano Safra. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, por exemplo, o subsídio do Tesouro Nacional chegará a 6%. A taxa de juros dos bancos permanece em 15%, enquanto o produtor pagará 9% na modalidade, 1% a menos do que no ano passado. “Essa diferença é que o governo tem que arcar para o juro ficar equalizado e estável para os agricultores.”

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