A Orquestra Estudantil Municipal de Pelotas (OEM) apresenta nesta sexta-feira (10), às 15h, no Theatro Sete de Abril, o concerto “Música que forma, transforma e celebra!”. Sob a regência da professora Lys Ferreira, idealizadora do projeto, 85 estudantes a partir do 4º ano do Ensino Fundamental sobem ao palco com um repertório variado e popular, planejado para apresentar as famílias de instrumentos e fomentar o estudo da música de concerto entre os mais jovens. A apresentação integra a programação que celebra os 124 anos de Pelotas e marca a primeira semana de atividades do Theatro após a sua reabertura. Os ingressos estão esgotados.
Embora alguns integrantes tenham realizado um recital menor no mesmo local no ano passado, esta será a estreia da OEM diante de uma grande plateia no Sete de Abril. Para a maestra, o reencontro com o espaço carrega forte simbolismo. “O teatro ficou fechado por 16 anos. Tenho alunos que nem sequer têm essa idade. E pensar que eu volto a este palco com jovens que nem sabiam da sua existência é muito emocionante”, destaca Lys Márcia, que vê o Sete de Abril como o símbolo cultural de Pelotas. “Estes momentos servem para fomentar a cultura e a diversidade.”
Ensaio aberto
A expectativa da maestrina é garantir uma pauta mensal no Theatro, uma possibilidade é manter um ensaio aberto ao público. “O ensaio aberto tem um caráter didático fundamental. Mostra o trabalho do músico, a repetição e a disciplina necessária para alcançar o resultado final. Servirá também para valorizar ainda mais o esforço dos alunos”, explica.
Criada em 2018, a Orquestra Estudantil Municipal, sob a coordenação da Secretaria de Educação, é inspirada numa iniciativa semelhante que Lys coordena, desde 2014, na Escola Estadual de Ensino Médio Areal. A OEM tem como foco o desenvolvimento de habilidades musicais, a socialização e o estímulo à cidadania através da prática em conjuntos de câmara e orquestra. Atualmente, o projeto conta com cerca de 120 inscritos, além de uma equipa de três professores e um auxiliar.
Famílias dos instrumentos
No espetáculo desta sexta, os alunos mais experientes tocarão todo o repertório, enquanto os novatos farão participações especiais. Por se tratar de uma formação estudantil não tradicional, a instrumentação adapta-se à vivência dos alunos.
O concerto destacará as famílias das cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) e das madeiras (flauta transversal, clarinete e flauta doce), acompanhadas por percussão, bateria, teclados, piano, contrabaixo elétrico e violão, um instrumento atípico em orquestras tradicionais, mas acolhido pelo projeto por fazer parte do quotidiano e da realidade familiar de muitos estudantes.
