O município de Rio Grande integra a rede estratégica do Projeto Elo Verde, iniciativa da Corsan lançada oficialmente na última semana, que une saneamento, biodiversidade e economia circular para fortalecer a recuperação ambiental no Rio Grande do Sul. O programa, que teve o seu primeiro viveiro inaugurado em Estância Velha, conta com a estrutura física de uma unidade 100% concluída em Rio Grande, localizada junto à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Navegantes. O projeto já está em atividade no local, com o cultivo e o cuidado de sementes e mudas na rotina de trabalho da equipe. A inauguração está prevista para ocorrer no segundo semestre.
A unidade de Rio Grande tem capacidade para produzir entre oito mil e dez mil mudas nativas por ano. A produção será destinada à recuperação de áreas degradadas, compensações florestais, arborização urbana e projetos desenvolvidos em parceria com o município.
O diferencial do projeto é justamente a sua instalação estratégica dentro da ETE Navegantes, permitindo a aplicação direta da economia circular ao saneamento. A estrutura segue as diretrizes técnicas do programa e é composta por áreas de semeadura, de crescimento e de rustificação das mudas, além de sistema de irrigação, espaço para compostagem e aproveitamento de biossólidos. Também há uma área para atividades de educação ambiental e visitas.
Estrutura padronizada e economia circular
No total do Estado, a rede do Elo Verde conta com investimento aproximado de R$ 2,5 milhões e engloba também Estância Velha, Passo Fundo, Santa Maria e Alegrete, com capacidade para produzir até 50 mudas anuais.
Para a Diretora de Sustentabilidade da Corsan, Liliani Cafruni, a iniciativa amplia o papel do saneamento na agenda ambiental. “O maior legado do saneamento é permitir que a natureza continue produzindo vida. O Projeto Elo Verde mostra que cada etapa desse processo pode gerar um novo benefício ambiental. Transformamos resíduos em fertilidade, água de reuso em crescimento e mudas nativas em proteção dos rios e da biodiversidade. Mais do que plantar árvores, estamos cultivando um novo modelo de sustentabilidade baseado na economia circular e na responsabilidade compartilhada.”
