Brasil projeta até cinco reforços para a Divisão de Acesso

Entrevista

Brasil projeta até cinco reforços para a Divisão de Acesso

Coordenador técnico Hélio Vieira diz que contratações buscam adequar o elenco às características da Série A-2

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Atualizado sexta-feira,
19 de Junho de 2026 às 15:43

Brasil projeta até cinco reforços para a Divisão de Acesso
Hélio Vieira ao lado do treinador Laécio Aquino. (Foto: Jô Folha)

Durante a preparação para a reta decisiva da Copa Carlos Caetano Verri, o Brasil já pensa também na Divisão de Acesso. De acordo com Hélio Vieira, coordenador técnico, a ideia é contratar “de quatro a cinco atletas” e, de preferência, contar com os jogadores o mais cedo possível para dar tempo de trabalhar com o elenco e a comissão técnica. A inscrição para a Copinha termina na próxima sexta-feira. O dirigente não descartou novas saídas. Vale lembrar que a Série A-2 inicia no dia 2 de agosto.

“Nós estamos em um processo de contratação, de adequação, principalmente do grupo de atletas à nova competição, que é diferente em relação àquilo que nós tivemos no primeiro semestre. Não será um número muito grande, mas em torno de quatro a cinco atletas vão chegar para que somem-se a esses que estão aqui e que a gente possa ter um grupo forte, com alternativas para que o Laécio possa montar um bom time”, disse Hélio Vieira em entrevista ao programa Resenha Esportiva, da Rádio Pelotense 99,5 FM.

De acordo com o coordenador, a análise do mercado passa por diversas pessoas, entre elas o próprio dirigente, além do analista de desempenho e mercado, Matheus Gonçalves, membros da comissão técnica, principalmente o técnico Laécio Aquino, e Emerson Rosa, responsável pelo futebol entre os gestores da SAF.

Uma das diretrizes no processo de contratação para a Divisão de Acesso é a mudança de perfil dos atletas, já que, para Hélio Vieira, a Série D tem características diferentes das encontradas na competição estadual.

“Essa é uma das coisas que nós temos avaliado bastante, até porque a Série D é bem diferente daquilo que nós vamos enfrentar daqui pra frente. Já a Copinha tem outro nível de exigência em relação ao enfrentamento nesse homem a homem, nesse um pra um. O jogo é muito físico e é lógico que nós precisamos principalmente de jogadores do meio pra trás, que tenham essa condição de enfrentamento, um centroavante também com condição de enfrentamento com a zagueirada”, afirmou.

O próprio Laécio Aquino terá sua primeira experiência na Divisão de Acesso. Hélio Vieira destaca que vem abastecendo o treinador com informações sobre a competição, citando que o duelo contra o Bagé, pela quarta rodada, foi um exemplo do que a equipe encontrará a partir de agosto.

“Tudo que cercou o jogo eu acho que foi uma amostragem perfeita para que o Laécio entenda que tipo de competição nós vamos enfrentar. É claro que as contratações e os reforços que nós estamos buscando têm a anuência, tem a concordância, tem o sim também do Laécio”.

Melhorias com a SAF

Hélio Vieira também falou sobre as melhorias que o Brasil vem passando desde a chegada da SAF. Se o resultado dentro de campo não veio na Série D, com uma eliminação precoce ainda na fase de grupos, fora dele o dirigente cita várias questões que, segundo ele, mudaram o patamar do Xavante.

Para o coordenador, o clube não teria mais condições de seguir sendo administrado com as próprias pernas. Ele lembra que, apesar do título da Copinha, o trabalho era realizado com muitas dificuldades, cenário que mudou neste ano.

“Esse ano o Brasil oferece uma condição muito superior. Essa reestruturação, esse renascimento do clube, que eu chamo assim porque realmente acredito que o Brasil não conseguiria se manter por meios próprios já nessa temporada. A SAF chegando, chegando esse investimento, chegando pessoas que estão fazendo contratos e cumprindo contratos. Essa talvez seja a maior diferença, uma tranquilidade para que se trabalhe, não só para o futebol em si, mas para o clube, porque o clube como um todo tem funcionários de outros setores, em outras atividades, que também passavam talvez dificuldades maiores ainda do que os atletas e comissão. […] A questão é levar para o lado de uma boa administração, uma administração responsável. Então, tudo o que se tem vivido no bastidor do Brasil é muito diferente do que se viveu até bem pouco tempo e muito melhor”, destacou.

Outro ponto de evolução do Brasil ressaltado por Hélio é a forma como o mercado recebe propostas do clube neste ano. Antes, segundo ele, muitos jogadores preferiam receber um salário inferior em outro clube por saberem que receberiam em dia.

“Já está circulando no meio do futebol que o Brasil mudou, que o Brasil vem para um novo momento, que o Brasil vem cumprindo, vem oferecendo condições de trabalho e qualidade para as pessoas que trabalham aqui. Certamente isso faz uma diferença muito grande, até na questão de negociação de valores”.

Sobre a ausência dos gestores da SAF no dia a dia do clube, Hélio Vieira minimizou a questão, reforçando que existe contato diário com Emerson Rosa, Fernando Ferreira e Fábio Bampi, o Nettuno.

“Quanto a essa não presença de alguém da SAF aqui, isso nós minimizamos através de contatos telefônicos, videochamadas, a gente conversa muito, tanto com o Fernando, quanto o Emerson, quanto o Fábio, que são as pessoas que lidam diretamente conosco. E as decisões institucionais são tomadas por eles. No futebol, nós repassamos aquilo tudo que se passa diariamente ou, eventualmente, alguma situação de maior urgência que precisa-se ter uma agilidade para resolução, também se resolve na hora. Independente de se estar aqui”.

Confira a entrevista completa com Hélio Vieira 

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