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(Foto: Jô Folha)

Mais navios sendo construídos no polo naval de Rio Grande e mais voos para o aeroporto de Pelotas. Essas duas informações individualmente já são fantásticas, mas aliadas, reforçam ainda mais o potencial logístico que nossa região tem, e mais do que isso: não ficam apenas na possibilidade. Avançam para o campo prático de que, realmente, parte significativa do futuro econômico da região passa pela possibilidade de aliar transporte aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário, como pouquíssimos locais do Brasil e até do mundo têm.

O alfandegamento do aeroporto permite a operação com comércio e tráfego internacional sob controle aduaneiro. Ainda não são os tão sonhados voos comerciais para outros países, que estimulariam o turismo e os negócios ainda mais. Mas, na prática ganhamos um facilitador operacional que trará ainda mais voos para cá, especialmente de investidores e empresários. Nos colocamos mais próximos do restante do mundo na logística dos negócios. O investidor que antes só tinha Porto Alegre de opção para descer seu avião particular no Estado, por exemplo, agora pode vir direto para Pelotas. O impulso econômico tem tudo para impactar na abertura de novos negócios e mercados.

Já a construção de navios é um passo inicial, mas fundamental, para a retomada do polo naval de Rio Grande, que tem há muitos anos seu potencial sendo minimamente aproveitado. O futuro desenha um hub de negócios interligado com São José do Norte através da ponte, mas estimulado principalmente pela geração energética: de petróleo na Bacia de Pelotas, de biocombustíveis na refinaria e de hidrogênio verde e energia eólica a partir do mar. Ou seja, mais um ponto em que a logística será preponderante para a movimentação econômica.

Se há um ponto específico digno de otimismo para o futuro da região, sem dúvidas é a potencialidade logística. O momento, portanto, passa a ser de entender como isso pode gerar mais e mais negócios e estimular investimentos na região. É essencial que entidades empresariais e lideranças políticas passem a agir em prol disso. Não podemos deixar essa onda passar, ela pode virar a chave da Zona Sul rapidamente.

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