Verde e amarelo dividem espaço com bandeirinhas nas festas de junho

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Verde e amarelo dividem espaço com bandeirinhas nas festas de junho

Comércio deve aumentar vendas com a proximidade dos dias de São João e São Pedro

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Verde e amarelo dividem espaço com bandeirinhas nas festas de junho
Venda de artigos de festas ganhou o reforço de produtos com as cores do país durante o período de Copa. (Foto: Jô Folha)

Junho caminha para o fim levando consigo duas das principais celebrações do calendário popular brasileiro: o Dia de São João, comemorado em 24 de junho, e o Dia de São Pedro, em 29 de junho. Neste ano, porém, as tradicionais festas juninas dividem espaço com outro evento que mobiliza os brasileiros: a Copa do Mundo.

Nas lojas especializadas em artigos decorativos de Pelotas, a disputa entre bandeirinhas e enfeites em verde e amarelo tem sido acirrada. A força do futebol tem se equiparado às festas juninas e leva um pouco de vantagem impulsionada pelos jogos da Seleção Brasileira, embora eventos presenciais promovidos por escolas, empresas, associações e grupos de amigos ainda aqueçam as vendas para a festa tradicional do período.

Em uma loja especializada no segmento, o gerente comercial Tailer Francisco Souza de Paiva afirma que as comercializações seguem equilibradas entre os dois temas. “As vendas estão bastante parelhas devido às duas festas. Os produtos do Brasil vendem bastante, mas, como a festa junina é um evento mais presencial, a procura pelos itens típicos está um pouco maior”, explica. Entre os produtos mais requisitados estão bandeirinhas, toalhas e revestimentos em TNT para mesas, além de itens decorativos para servir alimentos. Vestidos caipiras e chapéus também têm boa saída, especialmente às vésperas das comemorações.

Segundo o gerente, o movimento não se concentra apenas em junho. As tradicionais festas julinas ajudam a manter o ritmo das vendas nas semanas seguintes. “Junho é o período mais forte, mas as festas em julho também movimentam bastante o comércio. Muitas pessoas deixam para fazer as comemorações fora de época”, destaca. Os preços variam conforme o tipo de produto. Pequenos itens de decoração e embalagens para lembrancinhas podem ser encontrados a partir de R$ 5,00. Já os trajes adultos completos custam entre R$ 169,00 e R$ 200,00.

Para atender à demanda sazonal, o planejamento do comércio começa cedo. De acordo com Paiva, a escolha e a compra dos produtos são feitas com cerca de seis meses de antecedência. “Antes mesmo de encerrar um ano, as fábricas já iniciam a produção para a próxima temporada. É um trabalho que exige planejamento para garantir variedade e qualidade dos produtos”, afirma.

Festa Junina Solidária

Além de movimentar o comércio, as festas juninas seguem fortalecendo ações sociais e comunitárias. Em Pelotas, a Associação Amar: Criança e Família promove neste domingo a Festa Junina Solidária, evento aberto ao público que busca aproximar a comunidade do trabalho desenvolvido pela instituição. A programação ocorre das 14h às 17h, na sede da entidade, na rua Xavier Ferreira, 972, e contará com apresentações das oficinas da associação, brincadeiras com premiações, música, comidas típicas, pintura facial infantil e arrecadação de agasalhos e alimentos não perecíveis.

De acordo com o presidente da Associação Amar, Júlio Dutra, elementos como decoração com bandeirinhas, música, brincadeiras e gastronomia típica são essenciais para criar o clima junino. No entanto, o principal ingrediente da festa é o envolvimento da comunidade. “Quando as pessoas participam da construção da festa, elas se sentem mais envolvidas com o evento e valorizam ainda mais o resultado final”, destaca.

Dutra ressalta que Pelotas oferece ampla variedade de artigos para festas juninas, mas nem sempre o orçamento permite adquirir todos os itens necessários. Por isso, a confecção coletiva de materiais e o reaproveitamento de decorações de anos anteriores são alternativas adotadas para reduzir custos e estimular a integração entre voluntários.

Segundo o presidente, a organização de uma festa junina exige pelo menos 30 dias de planejamento, incluindo a busca por parcerias, a mobilização de voluntários e a divulgação do evento. Enquanto os itens decorativos costumam representar o menor custo, a alimentação é o principal investimento, devido à compra de ingredientes, preparo dos pratos e cuidados necessários para atender o público com qualidade e segurança e que poderão ser conferidos, principalmente com os bolos que se aprendem nas oficinas.

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