A assistência de pacientes de urgência, através do Sistema Único de Saúde (SUS), encontra a indisponibilidade de leitos de UTI como um dos seus principais desafios em Rio Grande. Até esta , seis pacientes aguardavam transferência para internação e cuidados intensivos necessários, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Atualmente, Rio Grande conta com 29 leitos de UTI SUS, sendo 19 leitos na Santa Casa do Rio Grande e 10 leitos no Hospital Universitário da Furg (HU-Furg). A operação segue de acordo com a demanda assistencial e os critérios regulatórios estabelecidos.
A SMS afirma que a regulação de leitos é de responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Central de Regulação. Desta forma, a indisponibilidade é repassada aos órgãos responsáveis e, a partir desta comunicação, é realizada a busca por vagas em hospitais da Zona Sul e em outras instituições que compõem a rede estadual.
Ainda na semana passada, a SMS relatou ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) reiteradas negativas de atendimento na porta de urgência da Santa Casa de Rio Grande, de pacientes encaminhados pelo SAMU e pela UPA Junção. A situação teria impedido a estabilização clínica e a avaliação especializada, mesmo em situações em que a necessidade cirúrgica ainda não estava definida.
Santa Casa de Rio Grande
O MPRS determinou o restabelecimento dos atendimentos de urgência na Santa Casa de Rio Grande, após a verificação de falhas na escala de anestesiologistas. A situação, conforme a instituição, foi normalizada ainda na sexta-feira, 5, e as urgências e emergências foram atendidas com apoio do HU.
Em nota, a Santa Casa afirmou que a instituição enfrenta, assim como diversos hospitais do país, desafios relacionados à disponibilidade de anestesiologistas para a composição das escalas assistenciais. Diante deste cenário, há cerca de 60 dias foi iniciado um processo de reestruturação da cobertura anestésica, com a contratação de uma empresa especializada na gestão e fornecimento desses profissionais. “Entretanto, após a apresentação dos profissionais e o início das atividades, parte da equipe escalada pela empresa precisou ser afastada por questões de saúde devidamente comprovadas, reduzindo significativamente a disponibilidade de anestesiologistas e impactando a cobertura planejada”, explica.
O agravamento da situação deu-se, segundo a instituição, pela escassez de profissionais disponíveis no mercado para reposição imediata. “Desde a identificação do problema, a Santa Casa e a empresa contratada atuam de forma conjunta e ininterrupta na busca por alternativas, mobilizando profissionais locais e de outras regiões para recompor as escalas e minimizar os impactos. Os atendimentos de urgência e emergência permaneceram acolhidos durante todo o período de dificuldade”, afirma a nota.