Cinema dissidente ocupa o Cine UFPel na 2ª Mostra Brasil Profano

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Cinema dissidente ocupa o Cine UFPel na 2ª Mostra Brasil Profano

Realizado pelo ponto de cultura Ruidosa Alma, evento tem abertura nesta quinta-feira (21) no Cine UFPel

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Cinema dissidente ocupa o Cine UFPel na 2ª Mostra Brasil Profano
Personagens do filme Entre sinais e marés se comunicam majoritariamente em Libras (Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (20) e sexta-feira, a partir das 19h, o Cine UFPel receberá a 2ª Mostra Nacional de Cinema Brasil Profano. Realizado pelo Ponto de Cultura Ruidosa Alma, recentemente certificado pelo Ministério da Cultura, o evento exibirá 12 curtas e médias-metragens de quatro regiões do país. A programação é gratuita, com ingressos disponíveis no Sympla.

As obras foram selecionadas a partir de um acervo de 1,5 mil filmes do Festival Internacional Ruídos Queer, que teve a segunda edição em julho do ano passado. Desta vez a mostra Brasil Profano, em parceria com o Coletivo Artivismo Indígena, foca na produção nacional LGBTQIAP+.

As curadoras Ruya Carlo e Sá de Moraes Pretto dividiram os filmes em quatro sessões temáticas e reduziram a quantidade de exibições para priorizar os debates com especialistas após as sessões. No primeiro dia, as sessões Labuta Queer e Direito ao Futuro debaterão as dinâmicas de gênero no trabalho, estruturas familiares e direitos civis.

Entre os destaques está o filme Depois do ponto final, que aborda o diagnóstico de HIV antes dos tratamentos atuais. “A nossa ideia de compartilhar esses filmes é também questionar um pouco a naturalização. Já é natural que as mulheres trans, a comunidade, as travestis, sejam situadas na periferia da empregabilidade, na periferia do saber, do acesso aos bens básicos. Então como é que a gente problematiza essas ideias com o nosso público?”,diz a curadora e produtora cultural Sá.

Produções sensoriais e afetivas

No segundo dia, as sessões Nossos Sinais e Morada trazem produções sensoriais e afetivas, como Entre sinais e marés, filme paranaense majoritariamente em Libras que narra o afeto entre pessoas surdas e LGBTQIAP+. “Deslocar um pouco essa experiência de que, às vezes, o que a gente tem é as pessoas surdas se adaptando a um filme para poder acompanhar. Esse filme traz para a tela o protagonismo da língua de sinais”, destaca Sá.

O ingresso garante acesso às exibições, debates e ao voto popular que elegerá a obra de maior identificação com o público. A lotação do Cine UFPel é de 85 lugares, por isso os organizadores sugerem que os interessados não deixem de retirar a entrada no Sympla. “A ideia é que as pessoas possam garantir esse ingresso com antecedência para chegar com tranquilidade. A gente escolheu o Cine UFPel, também, porque é um espaço com acessibilidade”, comenta Sá.

Programação

Quinta-feira (21)

Sessão 1: Labuta Queer

  • Bicha Camelô – direção Wagner Previtali
  • Gorete Canivete – direção Rivanildo Feitosa
  • Divina – direção Ode (Vencedor no Berlin Fashion Film Festival)

Sessão 2: Direito ao Futuro

  • Sou eu quem queima a noite – direção Bernardo Balsani
  • Sobre corpos – direção Emerson Ramos
  • Depois do ponto final – direção Rafael Aguiar

Sexta-feira (22)

Sessão 1: Nossos Sinais

  • F.M. – direção Cassiano G. Zanella
  • Ana Cecília – direção Julia Regis
  • Entre sinais e marés – direção João Gabriel Kowalski e João Gabriel Ferreira (Protagonismo da Língua de Sinais na experiência surda LGBT)

Sessão 2: Morada

  • De tanta telha no mundo – direção Bruno Brasileiro
  • O lado que a cidade não vê – direção Thomas Toledo
  • Me ame como é pra amar – direção Lucas Blanco
    Ingressos: gratuitos, pela plataforma Sympla

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