Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira (20), em Rio Grande, pelo feminicídio de Danielle Moreira Neves, sua ex-companheira. O crime aconteceu em setembro de 2024, em Rio Grande. Na época, o investigado era considerado foragido por ter rompido a tornozeleira eletrônica dois dias antes do crime.
A ação foi coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Brigada Militar (BM).
Foram cumpridos mandados de busca e prisão na casa onde o denunciado por feminicídio foi localizado. O coordenador estadual do Gaeco, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, diz que a prisão deu início ao Projeto Protetor do MPRS para recapturar criminosos foragidos e procurados pelos crimes de feminicídio, estupros ou agressões a vulneráveis e violência contra a mulher.
“O preso, que rompeu tornozeleira eletrônica dois dias antes de cometer o feminicídio, tinha na residência onde estava se escondendo rígidos sistemas de segurança, como câmeras e concertinas, exigindo diligências complexas para a confirmação de sua localização. Os drones usados na ação foram fundamentais para monitoramento porque ele tentou fugir, já tinha escadas prontas para pular muros em direção a outros terrenos”, destacou o promotor.
Relembre o caso
O homem preso nesta segunda tem extensa ficha criminal. O caso de maior gravidade é o feminicídio de sua ex-companheira, Danielle Moreira Neves, cujo corpo foi localizado nove dias após o rompimento da tornozeleira, em 21 de setembro de 2024. A vítima havia sido registrada como desaparecida em 14 de setembro, e a tornozeleira foi rompida em 12 de setembro.
O crime foi motivado por ciúmes. Após o investigado ter visualizado mensagens trocadas pela vítima com terceiros, a levou a local ermo, onde efetuou disparos de arma de fogo. A investigação aponta para premeditação, com elevada culpabilidade.
O investigado também tem registros por tráfico de drogas (cinco vezes), receptação, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo, ameaça (quatro vezes), estupro e descumprimento de medida protetiva. Ele cumpria pena de sete anos de reclusão.
Projeto protetor
O Projeto Protetor é uma iniciativa estratégica do MPRS, coordenada pelo Gaeco, destinada à localização, captura e reintegração ao sistema prisional de foragidos da Justiça, com foco em indivíduos de alta periculosidade e grande risco social, especialmente em crimes contra pessoas vulneráveis. Desenvolvido de forma integrada com a Polícia Penal e a BM, o projeto é voltado à recaptura de foragidos ligados a crimes como feminicídio, estupro e rompimento de monitoramento eletrônico, entre outros.
