A CEEE Equatorial apresentou, na última semana, o plano de trabalho para a retirada de fios soltos, rompidos, inativos ou instalados de forma irregular nos postes de Pelotas. O plano é uma resposta à ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em abril, que responsabilizou a concessionária pela organização dos fios que, segundo o MP, apresentam risco à segurança da população, possibilidade de choques elétricos e acidentes, além de gerar poluição visual e desorganização urbana.
Segundo o 2º Promotor de Justiça Especializada da Comarca de Pelotas, Adriano Zibetti, responsável pela ação, o MP está analisando o documento. A CEEE recorreu da decisão judicial e conseguiu que qualquer ação imediata só possa ocorrer depois que as empresas responsáveis forem avisadas e tenham 48 horas para corrigir problemas considerados perigosos.
Equatorial aguarda a análise
Em nota, a CEEE Equatorial informou que já está preparada para a regularização da ocupação da infraestrutura de postes e aguarda a análise e manifestação do Poder Judiciário sobre o tema.
A empresa salienta que a responsabilidade pela fiação nos postes é dividida com as empresas de telecomunicação, devendo as operadoras arcarem com a instalação, conservação e regularização das redes. A companhia informa que está implementando o sistema digital de gestão de postes GEOs, que permitirá maior controle e transparência.
MP pede mais fiscalização
O processo também cobra que o município intensifique a fiscalização sobre a ocupação dos postes e acompanhe de forma contínua a manutenção da rede aérea. A intenção é estabelecer uma solução definitiva para um problema que se tornou recorrente em diferentes bairros de Pelotas.
