Maio foi de chuvas abaixo da média na região Sul

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Maio foi de chuvas abaixo da média na região Sul

Situação pode ser positiva tendo em vista a previsão de chuvas mais fortes no final do inverno

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Atualizado sexta-feira,
05 de Junho de 2026 às 16:18

Maio foi de chuvas abaixo da média na região Sul
O cenário de baixas precipitações foi observado em toda Zona Sul e impacta os níveis de arroios, lagoas e reservatórios (Foto: Jô Folha)

A região de Pelotas registrou um acumulado de chuva de 58,5 milímetros em maio, de acordo com o Laboratório de Agrometeorologia da Embrapa. O valor está abaixo da média esperada para o mês, que era de 101,7 milímetros. O cenário de baixas precipitações foi observado em toda Zona Sul e impacta os níveis de arroios, lagoas e reservatórios.

O principal manancial de Pelotas, a barragem Santa Bárbara, é responsável por abastecer cerca de 50% do município. Inaugurada na década de 1960 e situada a aproximadamente três quilômetros do Centro, ela possui um volume estimado de 10 bilhões de litros e é operada pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Na última semana, de acordo com a autarquia, o nível de água da barragem estava 1,87 metro abaixo do nível do vertedouro.

Quem passa pela BR- consegue observar a diminuição no nível do manancial, de onde é captada a água para tratamento na principal ETA da cidade. Ainda assim, não há alertas para desabastecimento.

A Defesa Civil Regional (CrepDec4) afirma que 4 realiza um monitoramento contínuo junto aos municípios da região Sul, com relação aos níveis dos seus reservatórios.

Situação atual

De acordo com o CrepDec4, embora não haja uma crise generalizada de desabastecimento na Zona Sul, a falta de chuvas volumosas nas últimas semanas fez com que os níveis de arroios, lagoas e reservatórios locais ficassem ligeiramente abaixo da média histórica para o período.

A diminuição de volume está afetando principalmente as pequenas captações rurais, banhados e arroios de menor vazão que abastecem as propriedades agrícolas. A Defesa Civil afirma que mantém contato diário com as Coordenadorias Municipais para acompanhar a situação.

Contexto de formação do El Niño

O fenômeno El Niño, que é o aquecimento anômalo do Oceano Pacífico Equatorial, altera a circulação de ventos, retendo frentes frias sobre o Rio Grande do Sul e trazendo ar quente e úmido da Amazônia. Isso gera um aumento expressivo e frequente de chuva, o que tenderá a elevar rapidamente o nível dos reservatórios que hoje estão baixos.

Inicialmente, a baixa atual dos reservatórios em Pelotas e região é vista de forma positiva para o final do inverno (julho/agosto), pois o solo seco e a capacidade ociosa vão absorver as primeiras chuvas, funcionando como um “amortecedor”.

 

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