O novo treinador do Brasil chega ao Bento Freitas dois meses e meio após encerrar uma participação positiva no Campeonato Catarinense. Laécio Aquino, 45 anos, conduziu o Camboriú às semifinais logo no retorno do clube à primeira divisão estadual. A equipe se caracterizou por dar trabalho a times de patamares superiores.
Anunciado pela “Cambura” em setembro, semanas depois do acesso em Santa Catarina, o profissional cearense estreou na Copa SC. Em seis partidas na primeira fase, o Camboriú somou cinco pontos e acabou eliminado. O time mandou os jogos em Imbituba, cidade onde está sediado, cerca de 150 quilômetros distante do município de origem.
De olho na elite catarinense, o Camboriú, que é uma SAF, realizou parte da pré-temporada em Portimão, em Portugal. É a casa do Portimonense, clube parceiro. Os resultados melhoraram e a equipe surpreendeu.
No Catarinense, foram 13 partidas, com cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas. O time de Laécio Aquino bateu a Chapecoense, da Série A do Brasileirão, e eliminou o Avaí, da Série B, em duas ocasiões – a primeira nas quartas de final do Estadual e a segunda na semifinal da Taça Acesc, correspondente à Taça Farroupilha no Gauchão.
Durante todo o campeonato, o estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense, em Florianópolis, foi a casa do time. Na decisão da Taça Acesc, o Camboriú venceu o Criciúma, da Série B, por 1 a 0 como mandante e perdeu por 3 a 2 como visitante. Nos pênaltis, perdeu por 8 a 7. A campanha resultou na classificação à Série D do Brasileirão de 2027.
Três zagueiros e força em transições
O novo treinador do Brasil se disse “adaptável” e desde o começo das conversas se aprofundou na avaliação das partidas do Xavante para conhecer melhor os jogadores. Na curta carreira como técnico, iniciada em 2022, o único atleta do atual elenco rubro-negro com quem o profissional já trabalhou é o volante Alan, no Rio Preto (SP).
A plataforma tática mais usada por Laécio no Catarinense de 2026 foi o 3-5-2. Com três zagueiros, o Camboriú se deu bem explorando os contra-ataques.
“Ele montou um 3-5-2, bem fechadinho, e deixava três caras bem rápidos na frente que resolviam o jogo para ele quase sempre, tanto é que o melhor jogador, o Wermeson, depois foi para a Chapecoense”, explica o jornalista Anderson Davi, do jornal Diarinho e da Rádio Univali FM.
Sob a ótica de Davi, a derrota por 3 a 0 para o Barra, na semifinal do Catarinense, teve um placar “mentiroso” pelas circunstâncias. “Era um time bem organizado, deu um sufoco no Barra na semifinal”, avalia.
Com dois atacantes de mobilidade na frente, Laécio costumava atuar com o meia Mansur na função de falso 9. Em situações de desvantagem no marcador, o centroavante Kaká era a alternativa mais comum.
Cacá Oliveira, da NDTV Record, elogia a organização do Camboriú.
“O Laécio joga nos contra-ataques, era um time muito organizado. Ficou característico do trabalho dele o Camboriú saindo na frente muito cedo, fazendo gol com um ou dois minutos de jogo, surpreendeu a Chapecoense e foi assim também contra o Barra, na primeira fase. Um time muito organizado e competitivo, que jogava muito em transição, um time bem traiçoeiro, e com baixo orçamento, surpreendeu”, opina.
Em Pelotas
Ao lado do auxiliar técnico Marcelo Augusto, Laécio Aquino desembarcou nesta quarta-feira em Pelotas. Ele acompanhou a partida do Brasil contra o Bagé, no Bento Freitas, pela Copa Carlos Caetano Verri.
A estreia será domingo, contra o Blumenau.
