A participação da família no processo de educação das crianças e adolescentes é fundamental para o sucesso dessa etapa. A coordenadora pedagógica do Colégio Gonzaga, Adriana Rosinha conta um pouco mais sobre essa relação.
O que é o Dia Nacional da Família na Escola?
É sempre um dia de muita reflexão dessa parceria que é tão fundamental para o processo educativo acontecer. Sabemos que a família, em seu papel juntamente com a escola, é fundamental para o processo de aprendizagem acontecer na sua totalidade. Então, a gente sempre reforça muito o quanto a corresponsabilidade precisa ser efetivada no universo da escola. A participação da família é muito mais do que frequentar a escola na entrada e na saída, ela é muito mais do que participar de uma reunião, é efetivamente entender qual é o seu papel no universo de formação ética, afetiva desse estudante, entendendo os processos que acontecem na escola.
Como você tem percebido a participação e a preocupação da família no dia a dia do estudante?
Em tempos atuais, por todas as mudanças no contexto social contemporâneo, a gente percebe como é desafiador para a família dar conta do universo do trabalho e de atender as demandas que hoje esse estudante, o seu filho tem. Então, percebemos a necessidade de ampliar e melhorar essa comunicação família-escola. Ela precisa ser ativa, contínua e esse é o desafio que hoje a família encontra: tempo. Na sociedade contemporânea, as pessoas têm muita necessidade do seu trabalho, com uma escassez de horário mesmo. Mas a gente percebe que para efetivar esse diálogo, precisa ser constante. E eu preciso me doar, seja enquanto pai, enquanto mãe responsável, e o professor, por sua vez, a equipe pedagógica que atende a escola precisa dessa presença também da família, para alinhar constantemente as demandas que surgem no contexto da escola, da sala de aula.
O trabalho que a escola desenvolve é fundamental, mas percebemos que algumas famílias “terceirizam” a responsabilidade daquela educação que vem de casa para a instituição. Como fazer com que essa relação família-escola fique mais alinhada?
Eu entendo o que tu colocas como um desafio de âmbito nacional e talvez global, então não é uma questão de um colégio, é o desafio da sociedade contemporânea. O que nós percebemos como possibilidade de fazer esses ajustes é otimizar a forma de comunicação, a gente tem que usar a tecnologia a nosso favor. Vamos buscar um app mais funcional de diálogo, espaços na escola que dêem conta do atendimento num horário que seja viável para as famílias. Buscar a tecnologia como aliada nesse sentido para ir informando, não só aquele aviso do dia a dia, tem que trazer uma cartolina, vai ter o evento X, não é isso, mas é comunicar processualmente algumas questões do desenvolvimento dessa criança. Essa pode ser uma saída, feedbacks mais constantes, e aí tem ferramentas adequadas para isso, não só o app educativo, mas o próprio SOE (Serviço de Orientação Educacional) cria um espaço comunicativo com esses pais para que a gente possa minimizar esse distanciamento. E tu colocaste uma coisa muito importante, família e escola andam juntas, sim, o desenvolvimento será mais pleno se ambas instituições sociais estiverem juntas, mas, de fato, há uma carência nesse processo, há um distanciamento. São papéis diferentes. A família busca, essencialmente, o desenvolvimento afetivo-ético. A escola busca desenvolvimento de conhecimentos e aprimoramento de competências. São papéis distintos, mas se nós entendermos o conceito de corresponsabilidade, se escola e família entenderem o quão elas são importantes juntas, a gente vai ter um desenvolvimento mais pleno. O que a família e a escola não podem fazer é justamente confronto. A escola e a família precisam se entender como parceiras, corresponsáveis desse processo.
Como vocês fazem para que esta proximidade com os pais seja efetiva no Gonzaga?
Nós procuramos, como escola, sempre importante legitimar essa comunicação formalmente. Então, grupos de WhatsApp nós não utilizamos. O que nós utilizamos é o app da escola, que possui um canal de comunicação. Utilizamos a própria plataforma de ensino, onde as coordenadoras colocam comunicados para a família, roteiros de provas, resumos tanto para a família quanto para os alunos. O SOE também tem um canal específico de comunicação para a escola. Então são ferramentas previamente combinadas com essas famílias para tornar a comunicação fluida. A gente tenta evitar ruídos e procura otimizar sempre aquela comunicação respeitosa. Outro ponto importante, que é um diferencial, é o espaço presencial. A família sempre pode buscar o colégio quando necessita e é da mesma forma que o colégio busca essa família presencialmente. Então, tanto professores quanto a equipe de serviços, elas vão atuar ativamente, seja recebendo ou chamando essa família.
