Será assinado nesta sexta-feira (17), na 32ª edição da Fenadoce, um protocolo de intenções entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) para que sejam ampliados os projetos de desenvolvimento das cidades, a partir de um trabalho realizado em rede. O ato acontecerá após reunião da Azonasul realizada na Feira Nacional do Doce.
O grande objetivo da cooperação é alinhar o grande potencial que a universidade tem com os pontos de maior necessidade de auxílio nas cidades da região Sul do Estado. Com mais de 100 cursos, a UFPel tem trabalhado, segundo o pró-reitor de Extensão e Cultura, Fábio Lima, para conectar, cada vez mais, as pessoas e laboratórios qualificados que tem sob sua gestão, com as possibilidades de contribuição com o desenvolvimento da região. “A gente quer realmente fazer com que essa carta de entendimento seja esse próximo passo e, a partir daí, a gente abre esses laboratórios, tenha um banco de pesquisadores, de professores, de técnicos administrativos, que possam estar atuando em prol desse desenvolvimento em temas que a Zona Sul trabalha juntamente com a UFPel”, sintetiza.
Com o olhar direcionado para o desenvolvimento sustentável dos 22 municípios que compõem a Zona Sul, o objetivo é contemplar todos os aspectos do cotidiano dos moradores, conforme a especificidade de cada cidade e sua vocação econômica, além de entender os pontos que precisam de maior atenção para a melhora da qualidade de vida da população. “A gente entende que o desenvolvimento sustentável é manter, ter emprego, ter renda, mas também a gente ter meio ambiente, a gente ter condições de cultura. Então, esse desenvolvimento sustentável não é apenas a pessoa ter dinheiro, e sim ter condições de vida digna”, afirma Fábio.
Virada de Chave
O pró-reitor de Extensão e Cultura da UFPel analisa que conexão para cooperação entre universidades e poderes públicos como essencial e um ponto que ainda precisa ser colocado mais em prática na região e também, de forma geral, no país. “Nós entendemos que é essa virada de chave que o nosso país precisa. Porque nós temos pesquisadores, nós temos pessoas que trabalham com a extensão na rua, com as comunidades, com as empresas, só que não existe um carro-chefe que mostre para esse caminho”, diz.
Para que as intenções presentes na Carta que será assinada nesta sexta possam ser colocadas em prática, o representante da UFPel defende a construção conjunta com um diálogo contínuo entre a academia e as cidades.
COPSul
Recentemente, a união entre prefeituras, universidades e institutos federais de Pelotas e Rio Grande viabilizou a realização e o sucesso da segunda edição da COPSul. O evento, direcionado para o combate às mudanças climáticas e a estruturação de ações práticas voltadas para o meio ambiente, resultou em uma carta de intenções para que o que foi abordado nos encontros não fique apenas no papel.
Para o pró-reitor, após todos os eventos climáticos já enfrentados e a projeção de que tornem-se cada vez mais recorrentes, o momento é de usar a questão da sustentabilidade como um grande pano de fundo para o desenvolvimento sustentável da Zona Sul. O trabalho realizado na COPSul é relacionado com a ideia da parceria entre a universidade e a Azonasul. “Isso vai ser um trabalho em rede que vai se dar e vai estar visando sempre com que as pessoas consigam ter o seu desenvolvimento aqui na região. Que a gente consiga realmente fazer com que as pessoas tenham condições de ficar na Zona Sul, nas nossas vocações regionais, e não saírem para outras regiões”, diz.
UFPel no Território
A partir de um incremento nas atividades de extensão da instituição, o programa “UFPel no Território” é um dos exemplos do que se pretende implementar a partir da parceria. “Estamos conseguindo fazer essa vinculação da prática extensionista com as necessidades do território, nós já temos 12 projetos incubados. […] A gente leva os atores e discute as necessidades e, a partir daí, constrói a intervenção social, que é onde o projeto vai atuar. Aqui em Pelotas já funciona muito bem, nas UBS e em vários outros serviços. Agora é expandir para os outros 22 municípios”, afirma o pró-reitor.
