Essa semana fiz uma pesquisa de campo sobre relacionamento: “Existe ficar sério?”.
Sim. Agora isso é uma coisa. Ficar sério, segundo o dicionário dos meus amigos, é quando vocês estão ficando apenas um com o outro, mas não é tão sério quanto namoro, nem tão solteiro quanto, bom, a solteirice.
Se tem uma grande discordância sobre esse fenômeno na minha geração.
Segundo alguns defensores da crença, ficar sério existe, mas só pode durar três meses – até o pedido de namoro oficial – e funciona como um “test drive” para ver se um namoro funcionaria. Não envolve família (eu acho) e só as pessoas próximas sabem (eu acho).
Eu sou do time que não acredita nisso. Acredito que essas pessoas são apenas as que não têm coragem do amor. Por que se precisa de muita coragem, principalmente pelo medo de dar errado. Mas acho que isso é a vida: o sentir. Mesmo que seja a dor.
Há outros descrentes como eu, que acreditam que esse acontecimento é só uma desculpa para um dos componentes do casal trair, sem se sentir culpado, isso porque vocês estavam “só ficando”.
Então, sempre que pergunto a um casal coisas como “há quanto tempo vocês estão juntos?”, e eles respondem “estamos ficando sério”, faço questão de defender minha causa e falar:
– Ótimo! Há quanto tempo estão namorando?
Rimos e o casal comprometido responde.
Na vida não existe test drive.
A minha dica é: sempre falar “estamos nos conhecendo”. Mas honestamente, só dou essa dica porque acho chique falar isso, é como num filme.
Na vida se está sempre conhecendo aquela pessoa. E daqui a um ano aquela mesma pessoa, mas diferente. E daqui a vinte anos seguirá conhecendo a mesma pessoa.
Então, o conselho final para minha geração: se apaixonem, namorem, e conheçam e conheçam de novo a pessoa ao lado de vocês, por que em três meses isso não é possível. Ou só se apaixonem e quebrem a cara, porque isso também faz parte.