COPSul 2026 tem foco em integração para combate às mudanças climáticas

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COPSul 2026 tem foco em integração para combate às mudanças climáticas

Evento deve ser encerrado nesta sexta-feira com a apresentação de uma carta de intenções

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COPSul 2026 tem foco em integração para combate às mudanças climáticas
(Foto: Volmer Perez)

Teve início nesta quinta-feira (25) a segunda edição da Conferência do Sul sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade (COPSul). Propondo a união entre Pelotas, Rio Grande e demais cidades da Zona Sul do Estado em torno de discussões que compõem a agenda climática atual, a cerimônia de abertura ocorreu no Cidec-Sul da Universidade Federal de Rio Grande (Furg) e contou com a presença de lideranças regionais dentro da temática.

A parte central da COPSul em 2026 também ocorreu nesta quinta, mas os desdobramentos serão conhecidos pela comunidade nesta sexta-feira (26). Trata-se dos grupos de discussão, executados nas duas cidades, que abordaram temas relacionados com a realidade local e potenciais impactos do El Niño no cotidiano da região. Divididos em eixos temáticos como transição energética, gestão sustentável, transformação da agricultura, resiliência das cidades e desenvolvimento humano e social, os resultados destas discussões darão forma a futuros planos de ação que serão apresentados nesta sexta-feira.

A programação desta sexta é concentrada no Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a realização da entrega do material produzido nos eixos temáticos, além da leitura e assinatura de uma carta de intenções.

Chamado de “Carta do Canal de São Gonçalo”, o documento consolidará as propostas coletivas discutidas ao longo dos eixos temáticos do evento. Também é projetado o lançamento do Comitê para Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas durante o encerramento.

Integração

Uma das principais marcas que a COPSul pretende estabelecer é o debate e a elaboração de ações ambientais conjuntas entre as cidades da Zona Sul e também entre os diferentes entes que compõem a sociedade, englobando desde poder público, entidades, instituições e sociedade civil. “Para que a gente possa, em rede, construir possibilidades de agir em uma agenda que é tão difícil de concretizar, tendo em vista os diversos interesses que acabam se confrontando, sob o ponto de vista mundial”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Rio Grande, Antônio Soler.

Entre as possibilidades citadas pelo secretário e que já estão sendo aprofundadas no município, está a atenção para a educação ambiental. Segundo ele, trabalhar a questão climática com as crianças é projetar que, no futuro, consigam fazer a transformação que hoje é papel dos adultos. “A gente não consegue construir uma solução para o clima sem governos comprometidos e a democracia fortalecida”, afirma Soler.

No mesmo sentido, o diretor do Instituto Federal de Educação (IFRS) campus Rio Grande, Carlos Fernandes Junior, reforça a importância do evento para a região e destacou a necessidade de ampliação e representatividade das instituições de ensino para que as discussões climáticas possam abarcar, da melhor forma possível, as necessidades da região Sul.

Pesquisa

A vice-reitora do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Lia Pachalski, afirma que o evento deveria ser replicado para diversas áreas, uma vez que a integração promove a participação efetiva dos pesquisadores, que podem contribuir na quebra da dualidade entre natureza e ser humano, historicamente construída. “O papel das instituições também é pensar em currículos transdisciplinares, para não deixar que o peso fique todo nas pessoas que se debruçam sobre essa temática. Nós estamos cumprindo um papel aqui que é essencial que é espalhar essa discussão da COP30 para os nossos territórios”, diz.

Ainda sobre a atuação das instituições de ensino, o vice-reitor da Furg, Edinei Primo, afirma que não é possível pensar em sustentabilidade e desenvolvimento do território se não houver atuação integrada nos processos.

Primeira edição

Em 2025, Pelotas recebeu a COPSul paralelamente a COP 30, que estava acontecendo em Belém do Pará, trazendo para o contexto regional os debates que ocorreram no evento internacional. O prefeito Fernando Marroni (PT) afirma que a ideia da COPSul surgiu por demanda de diversos atores sociais que gostariam de participar do evento em Belém, mas que também entendiam a necessidade de territorializar a discussão para uma efetiva transformação do tema ambiental na região.

Segundo Marroni, a segunda edição acontece pela necessidade da integração e parceria com as universidades e cidades vizinhas, de forma a pensar em políticas públicas para garantir a sustentabilidade econômica e social da região.

O vice-reitor da UFPel, Eraldo Pinheiro, retoma o momento vivido pela região, considerado ímpar pelas oportunidades que estão surgindo. “A UFPel está totalmente envolvida com essa atividade, porque precisamos estar nos debates para realmente causar impacto no nosso território”, garante.

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