“Essas batatas doces que estamos lançando têm uma maior concentração de nutrientes”

Abre aspas

“Essas batatas doces que estamos lançando têm uma maior concentração de nutrientes”

Luiz Antônio Suíta de Castro, pesquisador da Embrapa Clima Temperado

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“Essas batatas doces que estamos lançando têm uma maior concentração de nutrientes”
Pesquisador destaca o sabor mais adocicado da nova cultivar (Foto: Reprodução)

A Embrapa Clima Temperado está divulgando uma nova cultivar de batata doce, denominada BRS Prenda. O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, responsável por conduzir o trabalho nos campos experimentais em Pelotas, Luiz Antônio Suíta de Castro, conta que agora está acontecendo o processo de seleção dos produtores interessados em plantar a nova variedade desenvolvida no município. A expectativa é que o legume esteja disponível ao consumidor na próxima safra gaúcha, entre fevereiro e abril do próximo ano.

Que batata doce é essa que a Embrapa está buscando produtores aqui em Pelotas para desenvolver essa variedade?
Nós estamos lançando uma nova cultivar de batata doce. Ela tem várias diferenças do material que já existe no mercado. E a ideia é que esse material se propague junto à cadeia produtiva da batata doce. Então, nós estamos selecionando produtores que vão produzir as mudas comerciais desses materiais. Ou seja, as mudas que serão plantadas pelos produtores de batata doce.

O nome da variedade é a BRS Prenda?
Sim. O nome dessa cultivar é BRS Prenda. E esse nome é porque é uma batata bem diferenciada, um material bastante bonito. E a gente tem utilizado a nomenclatura de termos gauchescos. Termos que são aqui do Rio Grande do Sul, para identificar que o material é daqui do Estado.

São comuns a batata doce rosa e a branca também, que têm um sabor um pouquinho diferente. Essa, ela também é para depois ser consumida. Enfim, qual é a ideia?
As batatas doces que a gente tem lançado normalmente são para consumo de mesa, para consumo pela dona de casa, na parte alimentar. Todas as batatas doces são extremamente nutritivas, todas elas, independentemente da cor. Só que a cor agrega valor a este material. Então, geralmente, as batatas doces de cor de polpa roxa são ricas em endocianinas. Já as batatas doces de cor amarela, de polpa amarela, são ricas em beta-carotenos, ou seja, pró-vitamina A, que é uma vitamina bastante essencial, principalmente para crianças. Ela atua bastante na parte de visão e nutrição. Então, essas batatas doces que nós estamos lançando são materiais biofortificados, ou seja, têm uma maior concentração de nutrientes que as normalmente comercializadas.

E vocês, até no material que a Embrapa disponibilizou, falaram sobre o potencial gastronômico, dessa nova variedade da batata doce. Isso é um potencial que pode atrair os produtores também, para que isso possa virar depois uma distribuição, para venda em mercado, para restaurantes?
O objetivo do nosso trabalho é sempre selecionar materiais de melhor qualidade. Então, nesse caso, a cultivar BRS Prenda é uma cultivar bastante doce. De um paladar extremamente saboroso, é uma textura úmida e o principal realmente é a doçura, que ela chega a ser melada depois de cozida. Então é um diferencial bastante bom, e isso agrada muito aos consumidores.

Quem são os produtores que podem participar dessa iniciativa de vocês, participar dessa seleção da Embrapa?
Então, qualquer produtor em todo o Brasil que esteja credenciado no Ministério da Agricultura, credenciado como produtor de mudas, pode participar dessa seleção.

Então, não precisam ser da nossa região?
Não necessariamente aqui na região. Nós já temos produtores aqui da região credenciados, que com certeza irão nos procurar, mas qualquer produtor do país pode ter acesso a esse material.

Tem alguma condição climática específica para o cultivo desta batata doce, para que ela se desenvolva melhor?
A batata doce tem uma ampla distribuição geográfica. A não ser em extremos, de muito frio ou muito calor. O único problema aqui na nossa região é que ela não pode pegar geadas, por exemplo, nem na época de plantio e nem na época de colheita. A nossa região difere porque nós podemos plantar apenas uma época do ano, enquanto que em regiões mais acima, há a possibilidade de plantar em várias épocas do ano.

Quando é que o senhor imagina que o consumidor terá acesso à nova cultivar?
Nós estamos disponibilizando as mudas agora, nesse período. Provavelmente, os viveiristas vão fazer essas mudas para vender para a próxima safra, que começa agora em setembro, outubro, novembro, época de plantio. A colheita começa lá por fevereiro, março, abril. Então, provavelmente, nesses meses, nós já tenhamos essa cultivar disponível no mercado.

 

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