Em dois meses, Pelotas estará inaugurando seu novo hospital de Pronto Socorro, com atendimento regional. Olhando de fora, a estrutura aparenta ser excelente. E essa é a oportunidade que a cidade tem para fazer algo quase ímpar no Brasil: não ter a saúde como um problema. Porque hoje, todos sabem, fila do SUS é um termo usado sinônimo de demora e inoperância. Mesmo que isso seja um tanto quanto injusto, é óbvio que o atendimento geral ainda deixa muito a desejar, em maior ou menor grau, dependendo da complexidade.
O Pronto Socorro é a primeira obra do chamado corredor da saúde, que terá também a Policlínica Regional e o Centro Especializado de Reabilitação (CER), logo ao outro lado da rua, e o novo Hospital Escola da UFPel, a menos de um quilômetro dali. Na mesma região, também temos a Unidade Cuidativa e o Hemocentro. Ou seja, haverá, em um raio de menos de dois quilômetros, diversos pontos de atendimento para a comunidade.
Mas o cidadão é escaldado e demora a crer que algo tão excepcional possa nascer. Por isso, é fundamental que esse período de transição seja bem comunicado, bem estruturado e que o vale da saúde de Pelotas realmente entre em vigor. Se nos tornarmos uma cidade que consegue atender os pacientes bem, estaremos anos-luz à frente de tantos outros lugares. Hoje, a saúde já é uma das nossas grandes indústrias, com o Parque Tecnológico e as incubadoras das universidades abrigando diversas startups que trazem ideias inovadoras para o setor. E, além disso, temos algumas das melhores universidades de Medicina e Enfermagem do interior do Brasil. O desafio agora é converter tudo isso em excelência para o paciente.
Esse combo de coisas boas pode, sem dúvida alguma, nos colocar em um novo patamar de prestação de serviços e, de quebra, gerar empregos e renda. E por isso o momento atual é tão essencial: é nos próximos meses que esse salto precisa ser dado para que os frutos sejam colhidos.
