O domingo que seguiu o planejado

Opinião

Marcelo Prestes

Marcelo Prestes

Apresentador e narrador

O domingo que seguiu o planejado

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O típico roteiro perfeito para os três pontos. Domingo, dia de futebol, tarde ensolarada, torcedor com a expectativa de retornar à Baixada para carimbar mais uma vitória. Dia do Índio, dia de estrear a camisa nova, dia de ver novamente o Brasil nesta nova fase. O desenho perfeito para ser pintado na memória do torcedor rubro-negro.

E assim foi. Estava escrito conforme o roteiro. O Grêmio Esportivo Brasil foi logo fazendo a sua parte contra o São Joseense, sem drama. O primeiro gol veio de um cara que já caiu nas graças da torcida: Júlio Simas.

Nesses primeiros jogos, ele é tudo o que o torcedor xavante gosta. Aquele DNA do índio xavante, jogador de raça e técnica, que se impõe dentro de campo e parece se multiplicar pelo campo. Se a pergunta é como o torcedor quer se ver representado, a resposta está nele. Parece um rubro-negro de muito tempo.

Com um gol de cabeça, o Brasil começava a trilhar o seu roteiro neste domingo no Bento Freitas. Um gol para dar tranquilidade a um time que ainda está em construção. Nada melhor do que sair na frente e ir, aos poucos, se ajustando na partida e também na tabela.

Foi mais uma boa atuação do Brasil e desse novo elenco dentro do Bento Freitas. Um time que soube controlar o jogo, se adaptar e “jogar a Série D”, como disse o técnico Gilson. Nem tão intenso e brilhante como na estreia, nem tão apático como em Blumenau. Foi um Brasil seguro, com mais controle, representado por outro menino, cria da Baixada: Tony Lucas, que aos 22 anos estreou como profissional no clube onde deu os primeiros passos. Uma credencial e tanto para brigar por posição.

Em um jogo em que o brilho esteve na tarde e nos meninos Simas e Tony Lucas, saber jogar foi essencial para o amadurecimento. Também vale destacar a estreia de Robinho e o oportunismo de Morbeck no segundo gol, carimbando a vitória.

A nota triste foi a longa paralisação para o atendimento ao atleta Júlio Rusch, que sofreu uma concussão e deixou todos apreensivos. Fica a torcida por uma pronta recuperação.

Roteiros perfeitos não exigem brilho o tempo todo, mas nos momentos certos. É assim que a história segue sendo escrita, com protagonistas dentro de campo. E a atmosfera de uma tarde de vitória segura na Baixada, no Dia do Índio, foi digna de aplausos. Que venha a próxima, contra o São José, na capital, no embalo de quem ainda espera algo de um sábado à noite.

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