Simp aprova proposta e servidores recebem 5,4% de aumento salarial

Negociação

Simp aprova proposta e servidores recebem 5,4% de aumento salarial

Vale-refeição chega a R$ 575 sem a 13ª parcela em dezembro

Por

Simp aprova proposta e servidores recebem 5,4% de aumento salarial
Negociação começou em maio e chega ao fim com 1,63% de ganho real. (Foto: Junior Ebersol)

Os servidores municipais de Pelotas aprovaram, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), a proposta apresentada pelo Executivo para a data-base de 2026. Com a decisão, fica encerrada a negociação salarial deste ano. A proposta prevê reajuste salarial de 5,4%, sendo 3,77% referentes à reposição da inflação e 1,63% de ganho real. Também foi aprovado o reajuste de 8,28% no vale-alimentação, que passa para R$ 575.

O reajuste salarial é menor do que o solicitado pela categoria, que pediu um aumento de 9,77%. No entanto, o presidente do Simp, Tiago Botelho, defendeu o percentual como um avanço importante. “Não é o que a gente aprovou aqui, mas é inegável que o percentual, além de recompor a perda inflacionária e um ganho real”, comemora.

O governo afirmou à categoria que manterá a complementação salarial com base no piso regional do Rio Grande do Sul para servidores que recebem abaixo desse valor. O novo piso de referência passa a ser de R$ 1.884,75.  Entre os demais pontos, a prefeitura também garantiu que irá discutir temas como a revisão do piso municipal, a valorização dos auxiliares de educação infantil, a licença-prêmio e outras reivindicações durante a elaboração do novo Plano de Carreira.

Para guardas municipais e agentes de trânsito, foi apresentada uma proposta de 9% de aumento no adicional de risco de vida, com o compromisso de ampliar gradualmente o percentual ao longo da atual gestão. Segundo a prefeitura, a negociação buscou conciliar a valorização dos servidores com a situação financeira do município, marcada por queda na arrecadação.

13º do vale-refeição continua fora

O governo também manteve a negativa ao pagamento de uma parcela adicional do vale-alimentação no fim do ano e à regulamentação da 13ª parcela do bônus financeiro para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, alegando limitações financeiras.

Merendeiras dão indicativo de paralisação

Uma das grandes cobranças na assembleia foi o pagamento de insalubridade para as merendeiras. A categoria está disposta a interromper as atividades caso não haja avanços na pauta que está na justiça. Segundo Maria de Fátima Furtado, presidente do Conselho da Alimentação Escolar e profissional na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Brum Azeredo, a categoria também luta pela melhoria salarial.

Ainda não há data definida para a mobilização, mas o grupo pretende realizar um ato em frente à prefeitura e espera apoio do Sindicato. “Vamos para a frente da prefeitura. Com apoio ou não, nós vamos parar. Nem que seja um dia”, explica.

Categoria ganhou, prefeitura recorreu

A categoria cobra o cumprimento de uma decisão favorável na justiça. A prefeitura recorreu, portanto, a discussão continua no âmbito jurídico. “Quando o juiz vai dar o aval para que pague a insalubridade para nós, não se sabe.”

Maria de Fátima afirma que a carga horária prometida para as merendeiras não foi cumprida e relata sobrecarga de trabalho. “Nós trabalhamos 8 horas, sendo que a promessa foi 6 horas”, cobra.

Segundo a servidora, o número de merendeiras nas escolas é insuficiente, fazendo com que uma única profissional assuma o trabalho de toda a cozinha. “Muitas vezes, nas escolas são três merendeiras, mas, na realidade, é uma merendeira”, conclui.

Acompanhe
nossas
redes sociais