Há 50 anos
A notícia da morte de Edgard Maciel de Sá, fundador e primeiro gerente da Agência do Banco do Brasil em Pelotas, reverberou no município, especialmente no meio empresarial. O falecimento ocorreu no dia 18 de junho de 1976, no Rio de Janeiro.
Apesar de estar morando no Rio de Janeiro há alguns anos, Edgard Maciel de Sá residiu por muitos anos em Pelotas, onde exerceu as mais elevadas funções no Banco do Brasil, no Estado. No centro do país, foi Diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial.
Na imagem, Edgard de Sá aparece na inauguração da Fininvest em Pelotas. O empreendimento financeiro também esteve historicamente ligado ao município, isto porque, a família pelotense Antunes Maciel, descendente dos barões de Três Cerros, foi a fundadora e controladora do conglomerado financeiro.
Sócio fundador da Fininvest
Ao aposentar-se, com mais de 40 anos de serviços bancários, Edgar de Sá uniu-se aos Antunes Maciel para idealizar e fundar a, então, conceituada financeira Fininvest S.A., da qual‚ depois de exercer as funções de presidente executivo e, posteriormente, presidente do Conselho de Administração, manteve-se em atividade constante até sua morte.
Edgard Maciel de Sá era casado com Nair Peixoto Maciel de Sá, casamento realizado em Pelotas. O casal tinha os filhos: Isabel Noêmia Maciel de Sá e Edgard Maciel de Sá Júnior, na época já falecido.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 235 anos
Nascimento de Delfina da Cunha é lembrado com sarau literário na terra natal da poetisa
Com um sarau cultural, promovido pela prefeitura de São José do Norte, por meio do Setor Cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) e da Biblioteca Pública Municipal Delfina da Cunha, a comunidade nortense lembra dos 235 anos de nascimento de Delfina Benigna da Cunha, poetisa que se tornou uma das grandes referências da literatura gaúcha. A celebração ocorre na Biblioteca Municipal, rua General Osório, 77, hoje às 19h. O evento é gratuito e aberto ao público.
Delfina Benigna da Cunha nasceu na Estância do Pontal, em São José do Norte, em 17 de junho de 1791. A nortense é tida como figura de destaque nas primeiras manifestações da literatura gaúcha, embora atualmente a historiografia literária do Sul relegue a poetisa e pouco valorize seu nome.

(Foto: Reprodução)
A crítica especializada alega que o valor literário da obra de Delfina tenha diminuído com o passar dos séculos. Entretanto, o nome da poetisa se encontra citado no livro Mulheres Ilustres do Brasil (1899), de Inês Sabino, a qual enaltece a expressão do sentimento da poetisa.
Cega aos 20 meses
Delfina foi a oitava filha de Joaquim Fernandes da Cunha, capitão-mor da guarda portuguesa local, responsável pela guarda do litoral, e Maria Francisca de Paula e Cunha. A gaúcha foi contaminada, durante uma epidemia de varíola e, aos vinte meses de vida, ela ficou cega. Apesar disso, recebeu uma sólida educação, enraizada na cultura clássica e portuguesa.
De acordo com pesquisadores, aos 12 anos estaria alfabetizada e escrevendo poemas, como Colcheia, escrita aos doze anos de idade, extraído do livro Vozes Femininas da Poesia Brasileira (1959, São Paulo). Com a morte do pai, em 30 de agosto de 1825, Delfina da Cunha perdeu a segurança financeira.
A própria Delfina teria revertido o problema ao expor sua situação, por meio de um soneto-apelo, enviado a Dom Pedro I. O imperador, então, concedeu uma pensão vitalícia à jovem, em reconhecimento aos serviços militares de seu pai, garantindo sua sobrevivência.
Primeira publicação
A obra de estreia, Poesias oferecidas às senhoras rio-grandenses, foi publicada em 1834. Por muito tempo o livro foi considerado por historiadores e críticos como a primeira obra a ser impressa no Rio Grande do Sul. Entretanto, pesquisas de Domingos Carvalho da Silva mostraram que a rio-grandina Maria Clemência da Silveira Sampaio teve o privilégio.
Quando a Revolução Farroupilha irrompeu em 1835, Delfina da Cunha, que era monarquista, partiu para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até fins de 1845. Sua última obra de poesia, Coleção de várias Poesias dedicadas à Imperatriz Viúva, foi lançada em 1846, pela tipografia Universal de Laemmert.
Posteriormente voltou ao Rio de Janeiro, onde morreu em 13 de abril de 1857, aos sessenta e cinco anos de idade. Em 1994, Stella Leonardos publica o O romanceiro de Delfina, pelo Instituto Estadual do Livro, um romance histórico com a poetisa como protagonista.
Apesar das controvérsias, seu protagonismo ficou escrito na literatura gaúcha, e a poetisa tem seu nome estampado como patrona da Cadeira nº 1 da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul, e na de nº 39 da Academia de Artes Literárias e Culturais do Estado do Rio Grande do Sul. Também batiza a Escola Municipal de Ensino Fundamental Delfina Benigna da Cunha – São José do Norte, e duas ruas, uma no bairro Camaquã, em Porto Alegre, e outra no centro de Imbé.
Fontes: Prefeitura de São José do Norte; wikipedia.org; site Literatura RS