Pelotas registra 21 furtos em hidrantes em cinco dias

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Pelotas registra 21 furtos em hidrantes em cinco dias

Crime provoca vazamentos em redes de alta pressão e gera prejuízos ao Sanep em diferentes pontos da cidade

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Pelotas registra 21 furtos em hidrantes em cinco dias
O Sanep informou que não possui dados sobre o volume de água perdido em cada ocorrência (Foto: Henrique Risse)

Ao menos 21 furtos de peças de hidrantes foram registrados em Pelotas desde a última sexta-feira (12), segundo o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Os crimes têm provocado vazamentos de água em diferentes regiões da cidade, gerando desperdício, prejuízos e a necessidade de reparos emergenciais.

Um dos casos ocorreu no cruzamento das ruas Félix da Cunha e Voluntários da Pátria. No final de semana, uma peça do hidrante foi furtada e a água ficou jorrando por um longo período. Após o conserto realizado pelo Sanep, o problema voltou a ser registrado no mesmo local na manhã de segunda-feira (15), após novo furto.

O caso mais recente identificado pela reportagem foi registrado no cruzamento da avenida Bento Gonçalves com a rua Andrade Neves, na manhã de ontem. No local, o vazamento chamou a atenção de motoristas e comerciantes da região.

Um taxista que trabalha próximo ao ponto afetado relatou que esta foi a primeira vez que ele presenciou a situação naquele cruzamento. Segundo ele, quando chegou ao local, por volta das 7h, o hidrante já jorrava água pela via. “Eu cheguei aqui e já estava vazando. A água corria. Depois o pessoal do Sanep colocou a peça e parou”, contou.

Na avaliação do trabalhador, os criminosos têm buscado qualquer material que possa ter valor de revenda. “Hoje em dia estão comprando qualquer coisa. Tem época que roubam fios de luz ou hidrômetro. Agora estão partindo para isso aí”, afirmou.

O Sanep informou que não possui dados sobre o volume de água perdido em cada ocorrência, mas ressalta que os hidrantes estão ligados a redes de alta pressão, o que torna o desperdício considerável. Além da perda de água tratada, cada reposição de peça custa aproximadamente R$ 520, sem contar as despesas com mão de obra. Os furtos ainda exigem o deslocamento de equipes que poderiam estar executando outros serviços.

A principal suspeita é de que a peça que desperta o interesse de criminosos é a válvula lateral dos hidrantes, por conta de seu valor comercial no mercado clandestino de reciclagem. Como esses componentes são fabricados com metais nobres, se tornam alvos visados por quem vandaliza o patrimônio público para vender o material por quilo em ferros-velhos.

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