Cinco residências desabaram na tarde da última sexta-feira (12) às margens do Canal do Pepino, no bairro São Gonçalo, em Pelotas. O trecho onde ocorreu o desabamento fica no início da avenida Juscelino Kubitschek. Cerca de 16 pessoas, de um total de seis famílias, foram afetadas. Apesar dos prejuízos, ninguém ficou ferido.
Nesta segunda-feira (15), equipes da prefeitura trabalhavam na retirada dos destroços e na limpeza da área. Os moradores atingidos foram encaminhados para uma casa de passagem e aguardam uma definição sobre moradia.
Uma das moradoras que estava dentro de casa com crianças contou detalhes do momento quando ouviu um forte estrondo. Segundo ela, tudo aconteceu muito rápido. “Parecia que tinha caído um avião em cima da casa. Quando cheguei na porta já tinha uma cratera e não tinha mais como sair. Os bombeiros foram quem nos tiraram dali”, contou.
Ela mora no local há cerca de dez anos e afirma que ainda tenta entender o que aconteceu. “Foi uma cena de terror. Até agora parece que não caiu a ficha.”
Outro morador relatou que havia saído de casa poucos minutos antes do desabamento. “Uns 20 minutos antes eu tinha ido na padaria. Quando voltei, já estava tudo abaixo. Eu podia estar ali no meio”, disse.
Além da perda das casas, muitas famílias perderam móveis, roupas e outros pertences. O reciclador Guilherme Machado afirma que também perdeu os equipamentos que utilizava para trabalhar. “Perdi minha carroça, minha bicicleta, documentos. Perdi tudo. Estou começando do zero”, lamentou.
Nos últimos dias, alguns moradores tentaram recuperar roupas e objetos que restaram enquanto as máquinas atuaram na remoção dos escombros. A área esteve inicialmente isolada devido ao risco de novos desmoronamentos, mas na tarde de ontem já não havia mais o isolamento.
Segundo a Defesa Civil, as moradias estavam em uma área considerada de risco. As estruturas que permaneceram de pé, mas apresentam comprometimento, deverão ser demolidas.
A prefeitura informou que as famílias atingidas recebem acompanhamento da assistência social e poderão ser incluídas em programas habitacionais. O município também pretende ampliar o monitoramento das ocupações existentes ao longo dos canais de macrodrenagem para evitar novas ocorrências.
