“Depois de 20 anos, parece que tudo se alinhou no momento certo”

Abre aspas

“Depois de 20 anos, parece que tudo se alinhou no momento certo”

Vicente Botti e André Chiesa – Vocalista e baterista da banda Pimenta Buena

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“Depois de 20 anos, parece que tudo se alinhou no momento certo”
Banda passou a ser agenciada pelo produtor musical Rick Bonadio (Foto: Divulgação)

Mais de duas décadas depois de surgir em Pelotas, a banda de pop rock latino Pimenta Buena (@bandapimentabuena) vive um novo capítulo. Com três indicações ao Prêmio Açorianos de Música e uma trajetória marcada por amizade, resistência e forte conexão com o público, o grupo agora ganha projeção nacional ao fazerem parte do elenco de artistas do produtor, músico e empresário Rick Bonadio, responsável pela descoberta de bandas como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., e CPM 22. Entre memórias, reconhecimento e novos caminhos, o vocalista Vicente Botti e o baterista André Chiesa, integrantes da formação original falam sobre a história construída e o que vem pela frente.

Quais são as lembranças mais marcantes da trajetória da banda?
Vicente: Um dos momentos muito lindos que a gente teve foi no Theatro Sete de abril, lá é um local muito simbólico, é como se fosse a casa da Pimenta, foi onde conseguimos mostrar uma produção independente, da qual temos muito orgulho. Acredito que as coisas fecham tão bem que, 20 anos depois, parece que o teatro nos esperou e queremos voltar o mais breve possível. Para mim, particularmente emociona. Nossa história nasce, perdura e morrerá no Sete de Abril.
André: Os shows no Sete, no Guarany, todos esses momentos lembro com muito carinho, mas destaco o que acontece antes e no pós-show, entre as pessoas que estão trabalhando, entre as pessoas que vão lá pra falar alguma outra coisa que não seja literalmente somente da banda. Temos muitas memórias muito bonitas, mas a questão humana é o que mais me toca. Amigos que fiz na época, que até hoje são grandes amigos, que também voaram para outros caminhos e que seguem fãs da Pimenta.

A conexão com o público ainda é muito forte?
Vicente: Muito. É gratificante ver que, depois de tanto tempo, as pessoas ainda lembram e valorizam o nosso trabalho. Quando postamos a novidade do contrato, recebemos uma dezena de mensagens carinhosas de que merecíamos esse reconhecimento. Isso realmente já é uma gratificação enorme. Acredito que a Pimenta ficou na memória de muitas pessoas. Sabemos de histórias de gente que entrou em sua formatura com nosso som, isso não tem preço. Digo que produzimos muitos artistas ao longo do tempo, lutamos muito e agora chegou a hora de sermos cuidados.

Como surgiu a oportunidade com Rick Bonadio?
André: Veio a partir de uma imersão a qual participei em um evento em São Paulo com ele. Nesse nosso meio as coisas ainda acontecem da forma antiga. Temos que ir nos lugares, participar de feiras, apertar a mão das pessoas, o famoso ‘olhar nos olhos’, e isso não mudou e talvez não mude. O online, ele é um plus, ele é uma coisa que vai te colocar em algum lugar. Nessa imersão eram apenas dez pessoas com o Rick e mostrei a nossa canção ‘Fogata’. Ele ficou muito admirado com a identidade do trabalho, falou muito bem da execução da canção ao vivo. Tivemos outros momentos de troca, mas achei que tinha acabado ali. Após quase duas semanas, recebo uma ligação do produtor associado dele e que tinham uma proposta. Foi algo que a gente não esperava, mas que abraçou na hora.

O que muda agora na carreira da banda?
André: Muda o nível de profissionalização. A gente continua trabalhando muito, mas com outra estrutura. Sempre soube que a Pimenta precisava de apenas uma porta. Confio muito em tudo que foi e vem sendo construído, e o que ainda será. Essa confiança é inabalável.

Quais são os próximos passos da Pimenta Buena?
Vicente: Estamos produzindo músicas novas, planejando lançamentos e queremos retomar muito em breve os shows, principalmente em Pelotas, com algo especial no Sete de Abril, a nossa casa.

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