Celeridade, não pressa

editorial

Celeridade, não pressa

Celeridade, não pressa
(Foto: Jô Folha)

A possibilidade de o novo Pronto-Socorro de Pelotas atrasar gerou uma enxurrada de comentários em redes sociais. Por óbvio, não há um morador da Zona Sul sequer que não esteja na expectativa para, enfim, nos livrarmos daquela estrutura péssima na Santa Tecla e enfim termos à disposição um novo prédio, com novos equipamentos e capacidade decente de atendimento. Mas há um pequeno dilema aí: a obra é urgente, necessária e, quanto antes ficar pronta, melhor. Mas isso não pode ser sinônimo de pressa. Inaugurar obra com correria e sem tudo estar 100% é ter a certeza de que, ali na frente, haverá dores de cabeça ainda maiores.

Tudo fica ainda mais complexo por estarmos às vésperas do inverno, período em que há maior índice de adoecimento por conta das síndromes gripais e da fragilidade da população por conta do frio. A estrutura se faz mais do que necessária. Mas, se for preciso adiar em alguns dias para garantir a qualidade, não é motivo de pânico. A não ser, claro, que se torne algo por período indeterminado, ou que amarras burocráticas tornem o prazo mais elástico, o que não parece ser o caso, já que não há nenhum indício disso e todas as falas apontam apenas para detalhes operacionais e estruturais.

A expectativa de um atraso, ainda nem confirmado, de poucos dias não deve ser motivo de pânico ou desânimo. A população deve concentrar suas energias em cobrar informações, ainda pouco ou nada claras, sobre como de fato a unidade irá operar, como será o processo de transição e a nova gestão. Deve ficar de olho na transição dos servidores e na necessidade de informações sobre como agir quando as duas unidades estiverem em ação ao mesmo tempo. Isso sim é ponto sensível e de necessário alerta. Comunicar detalhadamente o processo é fundamental.

Pelotas tem tudo para evoluir na infraestrutura de saúde com o novo Pronto Socorro, mas mais urgente que abrir ele logo, é abrir ele à pleno e com a garantia de que os problemas antigos que transformaram a fila do PS em sinônimo de medo e angústia nunca mais se repitam.

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