Um projeto promete impulsionar o desenvolvimento da Zona Norte de Pelotas. A denominada “Área 3” é a união de três tradicionais instituições de Pelotas com o objetivo de transformar a região das Três Vendas em um polo de inovação, educação e saúde. O nome é mais que temático: são três empresas, no bairro Três Vendas baseados em três pilares de desenvolvimento.
O grupo é formado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Escola Mário Quintana e Unimed Pelotas no perímetro entre a avenida Fernando Osório, a rua Geraldo Treptow e a rua Bruno Chaves. O local, onde já funcionam as três instituições, deverá se tornar um centro de atração de recursos para toda a cidade. O reitor da UCPel, José Carlos Pereira Bachettini Junior, o presidente da Unimed Pelotas, Maurício Goldbaum Junior e o diretor executivo da Escola Mário Quintana, Rogério Albandes detalharam o projeto ao programa Pensar Negócio da Rádio Pelotense.
Educação, saúde e inovação
A iniciativa aposta na integração entre universidade, setor da saúde e empresas para atrair investimentos, fomentar o empreendedorismo e estimular a instalação de startups na região. “Nós temos a certeza que muito em breve a gente já vai conseguir angariar resultados positivos para o desenvolvimento da nossa cidade, mas principalmente daquela região”, afirma Bachettini.
Para Goldbaum, a união das instituições é um passo natural para fortalecer a economia local. “Nós queremos fomentar negócios na nossa cidade. Melhorar a tecnologia, inovação, saúde e nada mais lógico do que a gente se unir e dar o pontapé inicial para começar esse desenvolvimento naquela área”, destaca.
Além da presença das três instituições, os idealizadores apontam a localização estratégica como um dos diferenciais do projeto. “É uma área onde nós temos essas três instituições e, além disso, temos um bairro extremamente importante. É uma localização privilegiada, é o centro geográfico da cidade. Então, a gente está trabalhando bem forte com o objetivo de trazer investimentos e fomentar aquela região”, afirma Albandes.
Governança é prioridade na primeira etapa
Antes da execução de projetos maiores, o grupo trabalha na estruturação de um modelo de governança capaz de garantir a continuidade e a efetividade das ações. “Pode ser uma grande ideia, mas sem uma boa governança, talvez não aconteça absolutamente nada”, avalia Bachettini.
Segundo ele, diferentes setores já demonstraram interesse em participar da iniciativa, incluindo representantes do poder público, vereadores e empresas privadas. Entre os primeiros parceiros externos está o Sebrae, que poderá auxiliar na organização da governança do território. “É possível que em breve a gente possa anunciar essa parceria e ele seria o ente colaborativo para nos ajudar na construção dessa governança do território”, adianta.
Mobilidade urbana é principal desafio
Apesar do potencial da área, os idealizadores reconhecem que a infraestrutura é um dos principais obstáculos para o crescimento da região. Problemas relacionados à oferta de energia elétrica, conectividade e, principalmente, mobilidade urbana preocupam o grupo. “Nós já estamos com um problema de infraestrutura agora. Então, se nós formos crescer, precisamos pensar nesse futuro também”, afirma Albandes.
Entre os principais gargalos estão a concentração do fluxo de veículos na avenida Fernando Osório e a ponte que conecta a avenida Francisco Caruccio à BR-116. “São vias curtas, estreitas, que desembocam tudo numa única via, que é a Fernando Osório, e não há alternativas. Também temos a ponte que liga a Avenida Caruccio à BR, que é uma ponte única. É outro gargalo”, explica.
A criação de novas ligações viárias está entre as alternativas estudadas para melhorar a circulação na região. “É o primeiro passo que a gente fez para melhorar esse problema crônico, que é a mobilidade naquela área”, acrescenta.
Exemplo para outras regiões
Os organizadores esperam que a experiência da Área 3 possa inspirar iniciativas semelhantes em outros bairros da cidade. “Se a gente servir de modelo para que esse projeto seja replicado em outras áreas da cidade, com outros objetivos, a cidade cresce”, afirma Goldbaum.
Para Albandes, o município mantém potencial para avançar em áreas ligadas à inovação e ao empreendedorismo. “Pelotas não parou. Parece que Pelotas parou em algumas coisas, mas na inovação e no empreendedorismo eu não vejo Pelotas parada”, conclui.
