A UFPel emitiu uma nota em esclarecimento às manifestações de estudantes da instituição relacionadas ao atraso no pagamento de bolsas de iniciação científica e de inovação tecnológica. De acordo com a universidade, o atraso é derivado da irregularidade no repasse dos valores, destinados aos bolsistas, por parte do Ministério da Educação (MEC), e a quitação está seguindo o fluxo do recebimento pelo caixa da instituição.
O comunicado da universidade reforça que a situação enfrentada é uma realidade comum às instituições federais de todo o país. Do total de R$ 1,5 milhão previsto para este período, a UFPel teria recebido, até a última sexta-feira, recursos para quitar cerca de R$ 1 milhão, priorizando, de forma integral, as bolsas de assistência estudantil, e não as de iniciação científica e de inovação tecnológica.
Na terça-feira, a universidade recebeu um novo repasse do MEC de R$ 200 mil, ainda insuficiente para quitar todos os valores devidos aos estudantes bolsistas. Sendo assim, estudantes que realizam trabalhos destinados à iniciação científica e inovação tecnológica permanecem sem receber. O valor que ainda precisa chegar ao caixa da UFPel para pagamento das bolsas é estimado em R$ 260 mil.
Situação comum a outras instituições
Como reforçado pela UFPel em sua manifestação, o déficit no repasse pelo ministério afeta diversas instituições ao redor do país. Em algumas delas, conforme o fluxo de recursos, estão sendo possibilitadas as quitações das bolsas acadêmicas em atraso.
O estudante do sétimo semestre de jornalismo da universidade, Gustavo Oliveira, afirma que costuma receber seu pagamento por volta do dia 5 de cada mês, ou antes disso. No entanto, depois desse prazo, percebeu que os valores ainda não tinham sido depositados. “Só fui entender melhor quando vi o comunicado da UFPel no Instagram. Alguns colegas que também são bolsistas, mas não da UFPel, já receberam, e eu ainda não, sigo no aguardo”, diz.
Bolsista do projeto de jornalismo esportivo Federal em Campo, Gustavo afirma que não foi passado a ele nenhum tipo de direcionamento e que não há estimativa de quanto tempo levará para receber. “Como eu vi o comunicado, entendi que três dias de atraso ainda não são cruciais para eu ir atrás de mais respostas, mas se passar mais uma semana, por exemplo, eu irei buscar o contato”, garante o estudante.
Segundo a nota, a UFPel afirma reconhecer os transtornos decorrentes da situação e que está atuando, dentro de suas possibilidades e responsabilidades, para regularizar a pendência com os estudantes o mais breve possível.
