Daniel Franco foi apresentado nesta quarta-feira (1º) como treinador do Pelotas. O profissional de 54 anos falou da negociação rápida com a direção do clube e da maneira como gosta de moldar a equipe. Foi o primeiro dia de trabalho na Boca do Lobo, com parte dos atletas que vão compor o grupo ao longo da Série A-2 do Campeonato Gaúcho, que começa em agosto.
O técnico não escondeu que sabia do acerto prévio entre o Áureo-Cerúleo e Paulo Henrique Marques. No sábado, com a classificação do São Luiz de Paulo Henrique à terceira fase da Série D do Brasileirão, os representantes do Lobo buscaram imediatamente Daniel Franco. A concretização não demorou, e durante a manhã de domingo o anúncio foi feito.
“A gente já havia conversado. Tinha um planejamento pronto, uma ideia, foi só dar o ok, eu estava pronto”, disse o novo comandante do Pelotas, que na noite anterior jantou ao lado do diretor de futebol Carlos Augusto Tavares e do diretor adjunto do departamento, Pedro Brito, filho do presidente Rodrigo Brito. Tavares, inclusive, esteve ao lado de Daniel na entrevista coletiva.
Questionado sobre a contratação às vésperas da abertura da pré-temporada, com quase 20 atletas acertados sob crivo de outro treinador, Daniel amenizou a situação e admitiu que participará do processo para os últimos acordos até a finalização do elenco.
“Não vejo problema algum. Muitos treinadores trocam no meio da competição e pegam times formados. É fazer com que os atletas entendam o mais rápido possível a nossa maneira de jogar. Conheço a maneira do Paulo trabalhar e enxergar o atleta. Isso também deu uma tranquilidade de prontamente aceitar o desafio”, afirmou.
Como gosta de jogar
Como em qualquer entrevista coletiva de apresentação, o novo técnico áureo-cerúleo discorreu a respeito de suas preferências táticas. Depois de dizer as qualidades que pretende aplicar por meio dos treinamentos, ponderou que, com a previsão de muita chuva para o segundo semestre no Rio Grande do Sul, a condição dos gramados pode frequentemente inviabilizar um futebol propositivo.
“Gosto de um time com marcação forte, transições rápidas, perna e condição física de marcar alto. Uma consistência defensiva boa, que façam os balanços e tenham entendimento para deixar o mínimo de espaço para o adversário jogar entre linhas ou atacar o espaço ao fundo”.
“Com a bola, nosso time precisa dominar as ações do jogo. Ter dinâmica suficiente na frente para criar oportunidades – não só uma, algumas, várias, no decorrer do jogo. Isso é o trabalho do dia a dia”, completou Daniel Franco.
Quem já trabalha?
Neste primeiro dia de pré-temporada, 17 atletas participaram. Entre eles o goleiro Renã Carvalho, 22 anos, único ainda não oficializado até a última atualização desta matéria. Ele compôs o plantel do Monsoon no Gauchão, sem atuar.
São eles os goleiros Guilherme Medina, Erick (base) e Renã Carvalho; o lateral-direito Hiago Lucas; os laterais-esquerdos Fabinho e João Miguel (base); os zagueiros Júlio Nascimento e Wendell; os volantes Índio, Vitor Oliveira, Matheus (base) e David (base); os meias João Bosenbecker (base) e Mauricio (base); e os atacantes João Lenger, Bruno Inácio (base) e Gugu (base).
Mais jogadores serão oficializados em breve. Vários já acertados ainda disputam competições por outras equipes em diferentes regiões do país.
O Wagner Coradin (Hercílio Luz), o lateral-direito Lucas Hian (São Luiz), os zagueiros Cristian Lucca (ASA) e Jeder (Tubarão), o volante Lucas Hulk (São Luiz), os meias Jean Roberto (Metropolitano) e Mauri (São Luiz) e o centroavante Brandão (São Luiz) estão entre eles.
