A Santa Casa de Rio Grande enfrenta um cenário crítico de superlotação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No momento, a taxa de ocupação está em 170%, o que pressiona o sistema de urgência e emergência de um dos principais hospitais de referência da região Sul. Para amenizar este quadro, a unidade passa a operar, a partir desta quarta-feira (1º), com novos leitos direcionados a pacientes com síndromes respiratórias, após pactuação entre a Santa Casa e a Secretaria Estadual de Saúde (SES).
A iniciativa integra o plano de expansão da rede hospitalar direcionado ao atendimento das síndromes respiratórias e a abertura ocorre de forma gradual. Neste primeiro momento, entraram em funcionamento cinco leitos de UTI, com previsão de chegar a dez até o fim do mês. Paralelamente, a instituição colocou em operação outros dez leitos clínicos, que deverão reforçar o suporte aos pacientes e à rede de saúde.
Os leitos terão caráter temporário, com vigência inicial de 90 dias, mas há a expectativa de que eles passem a integrar, de forma permanente, os serviços oferecidos pelo hospital.
Regulação de leitos
O sistema de saúde de Rio Grande, assim como o de todo o Rio Grande do Sul, enfrenta a realidade da alta na ocupação de leitos, o que impacta de maneira semelhante os diferentes pontos da assistência.
Recentemente, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) emitiu um comunicado sobre a falta de disponibilidade de leitos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e reforçou que encaminhava à SES os pedidos de transferência para as pessoas que aguardavam por internação, sendo responsabilidade estadual o direcionamento dos pacientes.
A mesma situação é enfrentada pela Santa Casa de Rio Grande, que afirma que todos os pacientes que necessitam de atendimento fora da referência, de serviços que não são oferecidos pela instituição ou quando não há disponibilidade de leitos no momento, são inseridos no sistema de regulação estadual, responsável por organizar os encaminhamentos conforme a disponibilidade de vagas na rede.
Segundo a instituição, a transferência ocorre sempre que há leito disponível e indicação assistencial, seguindo os critérios estabelecidos pela Central de Regulação.
O fluxo segue o rito da regulação estadual, que se aplica a todos os serviços da rede de forma igualitária, sem qualquer tipo de prioridade ou privilégio institucional. Dessa forma, a Santa Casa afirma que não é possível estabelecer prazo para transferência, que ocorre conforme critérios assistenciais e a disponibilidade existente no momento.
Medidas emergenciais
Para evitar uma maior pressão sobre os serviços, recentemente a Santa Casa de Rio Grande emitiu um comunicado direcionado à população para orientar aqueles que necessitarem de atendimento médico, sendo de urgência ou não.
De acordo com a orientação da instituição, o pronto-socorro da Santa Casa de Rio Grande deve ser procurado apenas em casos de urgência e emergência, especialmente quando houver risco de morte ou necessidade de atendimento imediato, como casos de suspeita de infarto, AVC, acidentes graves ou hemorragias.
