Mais de 50 produtores rurais da metade sul do Estado estão em Brasília, até sexta-feira, para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o Projeto de Lei 5122/2023, que permite a renegociação das dívidas de produtores afetados por eventos climáticos extremos, crises mercadológicas e aumento dos custos de produção. A urgência da aprovação passa pelo receio dos produtores de enfrentar o recesso parlamentar, que vai de 18 a 31 de julho, e posterior pausa para o período eleitoral.
Jonas Becker é um dos agricultores mobilizados na capital. Segundo ele, o grupo está empenhado em pressionar pela aprovação urgente. “A gente está empenhado em pressionar o governo a aprovar esse projeto. A securitização das dívidas do agro não é mais do que o parcelamento devido a safras frustradas devido a condições climáticas desfavoráveis”, explica. “Nos últimos anos a gente vem fazendo o plantio a preço de ouro e vendendo o produto a preço de banana. Isso vem contribuindo para as dívidas”, conclui.
Segundo a líder do movimento SOS Agro, Graziela de Camargo, o grupo pede urgência na discussão. “Precisamos muito desse projeto de lei pautado nessa semana. Mais tardar na próxima, porque depois entra o recesso parlamentar e depois, na volta, é campanha política. Infelizmente, nós vamos ter mais uma baita demanda de pessoas deixando o campo, o que nós não queremos. Estamos aqui muito engajados, trabalhando corpo a corpo, falando com toda a liderança para que esse projeto seja pautado o quanto antes”, explica.
O PL já passou pela Câmara dos Deputados em julho de 2025 e foi aprovado também no Senado, em 10 de junho. Com emendas no texto original, propostas pelos senadores, o texto volta a apreciação da Câmara antes da sanção presidencial. O deputado federal Afonso Hamm, relator do projeto na Câmara, confirma que se reunirá com o presidente da casa, Hugo Motta (REP-PB), para alinhar a discussão do projeto.
