Há 100 anos
O professor Joaquim Luis Osorio, diretor geral do Gymnásio Pelotense, presidiu uma reunião extraordinária daquela comunidade escolar, em 22 de junho de 1926. O objetivo era resolver quais ações seriam realizadas para homenagear o médico, professor, jornalista, orador e naturalista Francisco José Rodrigues de Araújo, que morreu repentinamente em 19 de junho, que atuava naquela instituição de ensino secundário. Naqueles dias, a escola estava fechada em luto pela perda; a retomada das aulas ocorreu no dia 28.
Entre as homenagens, unanimemente aprovadas, estava a realização de uma sessão cívica dedicada ao extinto professor, em 24 de outubro do mesmo ano, data do aniversário do Gymnásio. Neste mesmo evento seria inaugurado o retrato de Araujo no salão de honra da escola.
Também foi prevista a colocação de um busto em bronze no prédio do ginásio. A inauguração deveria ocorrer na reabertura das aulas, em 1927. O professor também se tornaria patrono da sala de História Natural da escola.
Também foi instituído o prêmio Doutor Francisco José de Araujo ao aluno do curso de bacharelado que mais se destacasse na aplicação aos estudos e com um comportamento exemplar. Se nenhum estudante alcançasse as duas premissas, a distinção seria dada ao jovem que estivesse concluindo o ginasial.
As deliberações foram comunicadas ao intendente, Augusto Simões Lopes, por uma comissão composta por Osorio, Gregório Romeu Iruzum e Joaquim Alves da Fonseca. Lopes aprovou as homenagens e disse que as considerava justas.
Fundador e diretor
O trabalho de Francisco José Rodrigues de Araujo foi de extrema importância para a educação em Pelotas. Além de ter sido professor do antigo Gymnásio Pelotense (atual Colégio Pelotense), também foi educador na Escola de Agronomia e Veterinária, a partir de 1894, na Faculdade de Pharmacia e Odontologia e na Academia de Commercio.
Ainda foi um dos fundadores do Gymnásio Pelotense, em 1902, e da Faculdade Pharmacia e Odontologia, em 21 de setembro de 1911. O professor também foi o primeiro diretor da Odontologia. Em 1905 publicou um livro sobre botânica dedicado aos estudantes do Rio Grande do Sul.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 25 anos
9ª Fenadoce tem número recorde de público

(Foto: Reprodução)
Com mais de 250 mil visitantes, a 9ª Feira Nacional do Doce (Fenadoce) bateu seu recorde de público em 2021. Somente no último dia passaram pelos pavilhões 27.231 mil visitantes, quase dois mil a mais do que no domingo anterior, segundo a comissão organizadora. O evento ainda contabilizou que cerca de 1,7 milhões de doces foram vendidos durante os 18 dias de realização. O encerramento ocorreu no dia 24 de junho, no Centro Internacional de Cultura e Eventos, no Distrito Industrial.
De acordo com a presidência da época, o sucesso do evento foi uma conquista que nasceu de diferentes processos: o lay out e o mix de expositores, a temática escolhida – a cultura gaúcha e os projetos culturais. Naquele ano a Feira teve a adesão de outros eventos, como o Promove Pelotas, uma iniciativa da própria entidade promotora da Fenadoce, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL – Pelotas).
Corte e Doçurinhas
Naquele ano a Fenadoce teve como tituladas: Márcia Silva Vargas (rainha); Patrícia Damasceno (princesa) e Alessandra Salazar (princesa. Esta edição também teve uma corte mirim, as Doçurinhas, formada por: Camila Duarte Porto, Raphaela Linck Castro e Júlia Neitzel Uecker.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense