HUSFP moderniza ensino médico com transmissão de cirurgias ao vivo para estudantes

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HUSFP moderniza ensino médico com transmissão de cirurgias ao vivo para estudantes

Tecnologia permite acompanhamento dos procedimentos em tempo real com mais qualidade de aprendizado

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HUSFP moderniza ensino médico com transmissão de cirurgias ao vivo para estudantes
(Foto: Divulgação)

O Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), deu um importante passo na modernização do ensino médico ao realizar a primeira transmissão de cirurgias ao vivo, em tempo real, diretamente do bloco cirúrgico para o auditório do Centro Acadêmico da instituição. A iniciativa alia inovação tecnológica, qualificação da formação dos estudantes e maior segurança no ambiente hospitalar.

A novidade foi aprovada pelos acadêmicos que acompanharam a experiência inaugural. Para a estudante de Medicina Bibiana Dias, a transmissão amplia significativamente as possibilidades de aprendizado. “É fundamental porque nem todas as pessoas conseguem ir para o bloco cirúrgico. É uma inovação muito boa e uma experiência excelente para os alunos aprenderem. Agora vamos conseguir ver detalhes que muitas vezes não enxergávamos. Às vezes entrávamos no bloco, mas não conseguíamos visualizar o campo cirúrgico, e por vídeo fica muito mais fácil”, avalia.

Além de proporcionar uma visão mais detalhada dos procedimentos, o projeto contribui para a organização e segurança do centro cirúrgico. Com os estudantes acompanhando as cirurgias em um ambiente apropriado para o ensino, há redução da circulação de pessoas nas salas operatórias, minimizando riscos de contaminação e permitindo maior concentração das equipes médicas durante os procedimentos.

(Foto: Divulgação)

A tecnologia também amplia o alcance do aprendizado. Em vez de disputarem espaço ao redor da mesa cirúrgica, os acadêmicos passam a observar, em tempo real, cada etapa da operação, acompanhando técnicas, decisões clínicas e detalhes que muitas vezes seriam imperceptíveis na observação presencial.

Responsável pela iniciativa, o médico e professor Camilo Garavazzo destaca que a prática representa um avanço pedagógico importante. “Essa é uma prática pedagógica muito importante, pois faz com que tenhamos uma melhora no fluxo do centro cirúrgico. Isso garante segurança e contempla mais alunos no processo de aprendizado”, afirma.

Segundo ele, o projeto também prepara o hospital para novas tecnologias na área da saúde. “Este é o primeiro passo para a realização de cirurgias robóticas. Desde o início do curso até a residência médica, incentivamos a participação dos alunos. Com a tecnologia, há uma melhor imersão e um aprendizado ainda mais completo”, ressalta.

Nesta primeira etapa, estão sendo transmitidas cirurgias realizadas por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que permite maior precisão e recuperação mais rápida dos pacientes. Entre os procedimentos contemplados estão a colecistectomia por vídeo, para retirada da vesícula biliar; a hernioplastia por vídeo, utilizada na correção de hérnias abdominais e da virilha; e a apendicectomia, para retirada do apêndice.

Para o diretor-geral do HUSFP e coordenador do curso de Medicina da UCPel, Dr. Cayo Lopes, a iniciativa fortalece a formação acadêmica sem comprometer a assistência aos pacientes. “Isso oportuniza, na prática, uma vivência acadêmica muito mais qualificada. Com essa transmissão em tempo real, o professor consegue enriquecer a discussão dos casos, tornando ainda mais prático o conteúdo teórico para o estudante. Ao mesmo tempo, mantemos um ambiente cirúrgico mais seguro e preservamos a saúde e a segurança do paciente”, destaca.

A preservação da privacidade dos pacientes também foi uma preocupação central no desenvolvimento do projeto. Conforme os protocolos do hospital, os procedimentos somente são transmitidos mediante autorização formal do paciente. Além disso, os recursos tecnológicos utilizados seguem as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a confidencialidade das informações.

(Foto: Divulgação)

“A gente trabalhou para que essa parte confidencial do paciente fosse preservada e isso fosse usado somente para fins de cunho pedagógico e científico”, complementa Garavazzo.

Com a iniciativa, o HUSFP reafirma seu compromisso com a inovação no ensino, a formação de profissionais cada vez mais qualificados e a segurança assistencial, consolidando-se como referência na integração entre tecnologia e educação médica.

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