O fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, anunciado neste domingo (14), deverá resultar na redução de preços no Brasil. A reabertura do Estreito de Ormuz deverá aliviar o preço do petróleo, que já teve queda significativa. O preço do barril do petróleo bruto Brent, que é considerado a referência global, caiu 4%, chegando a US$ 84 por barril (R$ 426, na cotação atual). A previsão de reabertura do Estreito é de até 30 dias.
Segundo o economista Eduardo Tillmann, o fim do conflito tem dois resultados imediatos: a diminuição na volatilidade do preço e a queda do valor do barril em si. Como consequência, deverá ser visto em breve a queda do preço nas bombas de combustível. “A gente tende a ter a redução dos combustíveis em geral, principalmente o combustível aqui, que é o que tanto se discute pelo aumento do custo de frete”, explica.
Tillmann avalia que o setor alimentício também será impactado, mas a mudança levará, pelo menos, 30 dias para chegar no bolso do consumidor. “Tende a ser passado para o consumidor com o tempo, principalmente alimentos e todos os setores que usam muito transporte.”
Quedas para o próximo mês
Tillmann projeta que, após a inércia entre os preços da prateleira até novas compras, a queda poderá ser vista a partir do próximo mês. “Para o consumidor final, eu imagino que para o próximo mês, talvez um pouco mais, a gente vai começar a sentir essa redução de preços, tanto na questão dos produtos como o hortifruti, mas o próprio preço da gasolina, do diesel.”
Boa notícia para o agro
A produção agrícola será impactada positivamente com o fim do conflito. O setor é dependente direto, tanto de combustível, para produção, colheita e frete, quanto da importação de fertilizantes, que tendem a sofrer menos pressão a partir de agora. “A agricultura que usa muito óleo diesel para colheita, plantio, transporte e depende muito da logística do setor de alimentos, tem um custo importante dentro desse setor, determina bastante preço”
Segundo o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Fernando Rechsteiner, o setor está confiante. “O principal impacto positivo é o arrefecimento no preço dos combustíveis, fertilizantes, a adubação nitrogenada. A expectativa é que reduza os patamares de preço. É uma notícia muito positiva. Vamos aguardar o reflexo disso para ver o tamanho. Mas é uma notícia, sem dúvida, muito positiva em termos de custo para a produção agropecuária”, avalia.
