O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias, afirmou em entrevista à Rádio Pelotense, nesta quinta-feira (23), indicou que houve um reajuste do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) da Santa Casa de Rio Grande. Segundo o representante da entidade, isso pode representar um alívio financeiro importante para o hospital, que enfrenta dificuldades há meses.
Matias disse que a medida pode contribuir para reduzir ou até zerar o déficit diário da instituição. O dirigente também mencionou a possibilidade de um repasse de cerca de R$ 9 milhões por parte do governo do Estado, o que pode reforçar o caixa do hospital e ajudar a garantir a continuidade dos atendimentos.
“Houve um reajuste do Teto MAC, o que parece que vai dar um recurso extra para o hospital, no sentido de talvez zerar o déficit diário”, afirmou o presidente do Simers. Ele completou, com cautela: “Enquanto o dinheiro não entrar na conta, a gente se preocupa, mas é uma notícia positiva. […] Precisamos manter a Santa Casa aberta.”
Visita ao novo PS de Pelotas
A declaração foi feita após a visita a Pelotas, onde Matias cumpriu agenda com o prefeito Fernando Marroni (PT) e tratou, principalmente, da implantação do novo hospital de pronto-socorro do município. A unidade tem previsão de início das atividades em 30 de junho, mas ainda depende de definições.
Fundação e vínculos de trabalho
Entre os principais pontos estão os vínculos trabalhistas dos profissionais que já atuam no atual pronto-socorro. A proposta de criação de uma fundação para gerir a nova estrutura ainda precisa de aprovação da Câmara de Vereadores, além da formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e da definição do modelo de contratação junto ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
Matias destacou que há insegurança entre os trabalhadores diante da falta de clareza sobre contratos, cargas horárias e possíveis mudanças nas condições de trabalho. Ele alertou que o prazo é curto e que os próximos dois meses serão decisivos para garantir a abertura da unidade ainda no inverno. “Ainda não temos as questões jurídicas tão bem estabelecidas, especialmente em relação aos contratos e aos direitos trabalhistas”, disse Matias.
Falta de profissionais na região
O dirigente também chamou atenção para limitações no mercado de trabalho médico na região, especialmente em especialidades como pediatria e cirurgia, o que dificulta a substituição de equipes por meio de novos processos seletivos. “Não adianta abrir novos processos seletivos, porque os médicos da região são os mesmos.”
Reconhecimento de avanços
Apesar das preocupações com o pronto-socorro, Matias avaliou de forma positiva outros avanços na saúde de Pelotas. Ele destacou a recente renovação da frota de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), classificando a aquisição de novas ambulâncias como um passo importante para melhorar o atendimento de urgência e emergência no município.