Há 139 anos
O mês de abril marca o aniversário de nascimento de um dos artistas pelotenses mais celebrados no município e fora dele. Leopoldo Leopoldo Gotuzzo nasceu em Pelotas em 8 de abril de 1887 e morreu no dia 11 de abril de 1983, na cidade do Rio de Janeiro, aos 96 anos de idade.
O início nas artes ocorreu a partir de 1900, quando passou a frequentar o curso de Frederico Trebbi, até viajar para a Europa, em 1909, onde estudou em Roma, Madri e Paris. Retornou ao Brasil em 1918, fixando residência no Rio de Janeiro, mesmo assim manteve contatos periódicos com a cidade natal e família.
Inúmeres exposições
Prestigiado no município, Gotuzzo realizou inúmeras exposições em Pelotas, em locais como a Bibliotheca Pública e o hall do Grande Hotel, situados no entorno da praça Coronel Pedro Osorio e, por vezes, em vitrinas de casas comerciais, como o Bazar da Moda. Seu estilo foi fortemente influenciado pelos movimentos artísticos europeus do século 19, como o Realismo, o Impressionismo, o Simbolismo e a Art Nouveau.
Manteve-se fiel à pintura naturalista, com fortes laços acadêmicos, na qual demonstrava toda a sua competência artística, não cedendo aos apelos da arte moderna, com a qual convivera na Europa.
Após a longa jornada europeia, também conquistou a consagração nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, recebeu inúmeras premiações em alguns dos mais consagrados salões de arte brasileiros.
Homenagem e doações
Em 1949, Gotuzzo recebeu o título de patrono da recém inaugurada Escola de Belas Artes (EBA) do município, o que fortaleceu os vínculos com esta instituição e com os artistas locais. Para a EBA fez duas grandes doações de obras autorais, uma em 1955, no total de vinte e cinco telas, e outra por cláusula testamentária, consumada em 1983. O conjunto advindo das duas doações compõe parte do acervo do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, inaugurado em 7 de novembro de 1986, sob a coordenação da professora Luciana de Araújo Renck Reis.
Fonte: Dicionário de História de Pelotas, organizado por Beatriz Ana Loner, Lorena Gill e Mario Magalhães
Há 26 anos
Los hermanos foi apresentado em Pelotas

Bandoneonista Carlitos Magallanes foi uma das estrelas do espetáculo (Foto: Reprodução)
Pelotas foi a primeira cidade do interior do Estado a receber o espetáculo Los hermanos, uma superprodução que envolveu 40 artistas. No palco do Theatro Guarany, 20 músicos, 19 bailarinos e cinco atores conduziram o público por um passeio pelo folclore do Mercosul. A produção e direção geral era de Wilson Santos.
A estreia do espetáculo, inspirado por nomes como Barbosa Lessa e Paixão Cortes, ocorreu em novembro de 1999, em Porto Alegre, no Teatro da Ospa. “Escolhemos Pelotas por tratar-se de um pólo cultural inapelável”, justificou o diretor. Após Pelotas, o espetáculo tinha proposta para seguir viagem para Brasília. As apresentações no município ocorreram nos dias 1º e 2 de abril de 2000.
Durante uma hora e 37 minutos os bailarinos dançaram diferentes ritmos folclóricos, como tango, bolero, candombe, milonga, chamamé e xote, tocados pelos instrumentistas: Carlitos Magallanes e Doli Costa, no bandoneon, Fernando de Ó e Giovani Berti (percussão), Maurício Marques (guitarra), Amauri do Sax e Jorginho do Trompete. Também integraram a orquestra seis violinistas da Ospa.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 15 anos
Curta-metragem Marcovaldo recebeu dois prêmios na França

Filme levou o prêmio especial do Júri Jovem (Foto: Reprodução)
O curta-metragem Marcovaldo, realizado em 2010 como projeto de extensão do curso de Cinema da Universidade Federal de Pelotas, recebeu dois prêmios no Festival de Cinema Sul Americano em Marselha, na França – o 13 Rencontres du Cinéma Sud-Américain de Marseille et Région. A produção pelotense levou o Prêmio do Público.
O filme agradou também o júri jovem do festival, levando o Prêmio Especial do Júri Jovem. O Festival ocorreu de 23 de março a 3 de abril em Marselha e região, na França, em 2011. Na época, Marcovaldo concorreu com outros sete curtas da América do Sul.
Para os produtores do filme, a seleção para esse evento na França já era uma conquista para o curta, feito de forma “artesanal”, sem patrocínio, nem lei de incentivo. Marcovaldo, dirigido por Rafael Andreazza e por Cíntia Langie, professora do curso de Cinema, reuniu na equipe mais de 30 estudantes da universidade. A obra, que teve produção 100% local, incluída trilha sonora original, foi lançada em 14 de outubro de 2010 no Theatro Guarany.
Outras premiações
Entre os prêmios que o curta conquistou estão: de Melhor Fotografia em Petrópolis, no Rio de Janeiro, Menção Honrosa em Fernando de Noronha, Pernambuco, e Melhor Curta-metragem pelo Júri Popular em Parauapebas, no Pará. Também foi eleito por voto popular em Montevidéu, como um dos curtas a ser exibido no dia nacional do Cinema do Uruguai.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UFPel