Dia do Consumidor: veja direitos e cuidados para comprar com segurança

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Dia do Consumidor: veja direitos e cuidados para comprar com segurança

Especialistas alertam para compras por impulso e destacam a importância de conhecer os direitos dos compradores

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Dia do Consumidor: veja direitos e cuidados para comprar com segurança
Criado nos Estados Unidos em 1962, o Dia do Consumidor tem como objetivo defender direitos fundamentais dos compradores (Foto: Jô Folha)

Com promoções e campanhas de venda, o Dia do Consumidor movimenta o comércio e atrai compradores em busca de descontos. Para aproveitar as ofertas com segurança, especialistas e órgãos de defesa do consumidor reforçam a importância de pesquisar preços, evitar compras por impulso e conhecer os direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

Criado nos Estados Unidos em 1962, o Dia do Consumidor tem como objetivo defender direitos fundamentais dos compradores, como segurança, informação e liberdade de escolha. No Brasil, a data passou a ser reconhecida em 1985 e, nos últimos anos, ganhou forte apelo comercial, sendo muitas vezes comparada à Black Friday.

A data tem impacto positivo no comércio, mas ainda não alcança a força de períodos tradicionais do varejo. “O impacto existe e ajuda a melhorar o desempenho do comércio, ampliando as vendas. Mas ainda não é algo tão forte quanto datas tradicionais, como Dia das Mães, Dia dos Pais, Black Friday ou Natal”, explica o economista Marcelo Passos. Segundo ele, essas promoções também ajudam a estimular o consumo em períodos de menor movimento.

O crescimento do comércio eletrônico também tem mudado a forma como os consumidores aproveitam essas datas promocionais. “Muitas pessoas preferem comprar pela internet para evitar filas ou deslocamentos, e isso tem ampliado a participação das compras online nessas datas”, afirma.

Educação financeira e inadimplência

Apesar disso, o economista ressalta que os consumidores brasileiros ainda não demonstram um comportamento financeiro mais consciente. “Esse tipo de conhecimento não é ensinado de forma adequada nas escolas, como matemática financeira, finanças pessoais ou noções de contabilidade, que seriam importantes para ajudar as pessoas a tomar decisões de consumo melhores”, observa.

Um dos reflexos dessa realidade é o alto índice de inadimplência no país. De acordo com ele, embora o Brasil apresente níveis de desemprego relativamente baixos e uma economia que vem se mantendo estável nos últimos anos, o número de consumidores endividados ainda é elevado. “Muitas pessoas não consideram os juros altos na hora de comprar. Elas observam apenas se a parcela cabe no bolso”, destaca.

Para aproveitar as promoções sem comprometer o orçamento, a recomendação é ter planejamento e cautela. “Comprar apenas o que realmente precisa e evitar compras por impulso. Comparar preços também é fundamental, seja no comércio eletrônico ou nas lojas físicas”, orienta.

Outro conceito importante, segundo o economista, é o chamado custo de oportunidade, que consiste em avaliar aquilo que se deixa de adquirir ao optar por determinado produto. “Muitas vezes o consumidor aproveita uma promoção e acaba comprando algo de que não precisava tanto, deixando de investir em algo mais importante”, conclui.

Direitos do consumidor

No Brasil, os direitos dos compradores são garantidos pela Lei nº 8.078/1990, conhecida como Código de Defesa do Consumidor, que estabelece uma série de normas para equilibrar as relações de consumo. Entre os principais direitos estão:

  • Direito à informação clara sobre produtos e serviços;
  • Direito ao cumprimento da oferta;
  • Proteção contra publicidade enganosa;
  • Defesa contra práticas abusivas;
  • Transparência em contratos e financiamentos;
  • Respeito na cobrança de dívidas;
  • Acesso e correção de dados em cadastros de crédito;
  • Direito de arrependimento em compras fora da loja.

Nas compras pela internet, o coordenador do Procon Pelotas, Cristoni Costa, destaca a importância de verificar se o site ou vendedor é confiável e evitar clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais sem confirmação da origem. Ele também alerta para ofertas com preços muito abaixo do praticado no mercado.

A principal orientação é pesquisar preços antes de comprar, verificar as condições da oferta e guardar comprovantes e anúncios. “Também é importante evitar compras por impulso e sempre conferir a política de troca da loja”, acrescenta.

Em caso de dúvidas ou problemas, o consumidor pode procurar orientação junto ao Procon. A sede em Pelotas fica na Praça Rio Branco, nº 7, e o atendimento telefônico pode ser feito pelo número (53) 3305-3505.

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