Santa Casa de Rio Grande busca soluções para os 175% de superlotação

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Santa Casa de Rio Grande busca soluções para os 175% de superlotação

Hospital enfrenta aumento nas demandas em meio à crise financeira

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Santa Casa de Rio Grande busca soluções para os 175% de superlotação
Doenças cardíacas e AVC são os casos que mais pressionam o hospital (Foto: Divulgação)

A situação da Santa Casa de Rio Grande continua delicada. A grande preocupação da instituição nesse momento é a superlotação do Pronto-Socorro, que vem registrando crescimento exponencial e atingiu 175% de ocupação na quinta-feira.

O presidente da Santa Casa de Misericórdia do Rio Grande, Renato Silveira, alerta que o cenário compromete a capacidade de atendimento de casos graves, que a unidade precisa manter atendimento disponível. “Ontem nós estávamos com 175% de ocupação do pronto-socorro. Nós temos 50 pontos de cuidado, então isso significa que estávamos com entre 70 e 80 pessoas dentro do PS.”

Ao contrário do que normalmente se associa ao inverno, as doenças respiratórias não são hoje o principal fator de pressão sobre o hospital. A maior ocupação envolve casos como cardiologia, vítimas de AVC e casos clínicos. “Hoje nós temos dentro do nosso PS 30% de pacientes com doenças cardíacas. AVC aproximadamente 20 a 25%. Os casos clínicos tomam maior espaço. As doenças respiratórias estão entre 12% e 14% de representatividade.”

Crise financeira foi parcialmente estabilizada

Próxima do fechamento em 2021, quando acumulava a maior dívida hospitalar do Estado, a Santa Casa buscou medidas emergenciais e entrou em processo de recuperação judicial. O plano acabou sendo aprovado recentemente e a dívida foi reduzida significativamente. “[A dívida] era de aproximadamente 450 milhões. Caiu pela metade, para cerca de 200 a 220 milhões.”

Alguns meses atrás, o hospital enfrentava dificuldades para pagar profissionais da saúde, o que levantou risco de paralisações. A situação foi estabilizada após mediações envolvendo órgãos públicos. Atualmente, a situação está sob controle. “Tivemos a mediação do Ministério Público, o envolvimento do município, do Estado e do Ministério da Saúde em algumas repactuações para que a gente pudesse honrar efetivamente com o pagamento dos médicos. Hoje estamos conseguindo fazer o pagamento, está dentro da normalidade.”

Apesar dos avanços, Renato afirma que a situação financeira segue delicada e o desafio agora é manter o hospital sustentável enquanto cumpre o plano de recuperação judicial. “A situação ainda é delicada, é séria, mas a gente está traçando o caminho e precisamos buscar esses recursos para que possamos ter, de fato, essa sustentabilidade.”

Hospital amplia estrutura com novos leitos

Para aliviar a pressão no atendimento, a Santa Casa abriu novos leitos voltados principalmente a pacientes graves. Recentemente, foram criados 10 leitos de suporte ventilatório, além da abertura de novos leitos de terapia intensiva. “Nós recentemente abrimos 10 leitos de suporte ventilatório exatamente para dar conta desses casos.”

Renato também confirmou a expansão da estrutura de UTI. Segundo ele, pacientes que aguardam vagas em UTI acabam ocupando espaços críticos dentro da emergência. “Nós já abrimos cinco no dia primeiro, leitos de UTI, e estamos abrindo mais cinco ao longo dessa semana. Então nós teremos 10 leitos de UTI que vão ajudar e vão ser importantíssimos nesse fluxo do nosso pronto-socorro.”

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