A prefeitura de Pelotas vai apresentar uma nova proposta de reajuste para a data-base 2026 ao Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp) na segunda rodada de negociação salarial. O executivo irá encaminhar até sexta-feira (3) uma contraproposta com aumento no reajuste salarial e também no vale-refeição, elevando o benefício para R$ 575. A nova proposta será analisada pelos servidores municipais em assembleia marcada para o próximo dia 8 de julho.
Na rodada anterior, o Executivo havia oferecido reajuste de 5,4%, índice agora revisto para cima. Segundo o prefeito Fernando Marroni (PT), somando os reajustes concedidos em 2025 e 2026, o percentual acumulado deve se aproximar de 13%. “Nos dois anos, nós vamos chegar a quase 13% de reajuste para essa categoria dos servidores que ficaram dois anos na gestão passada sem ter um centavo de reajuste”, afirmou.
Vale-refeição fica abaixo do pedido do sindicato
Segundo prefeito, o valor inicialmente calculado para o vale-refeição foi alcançado com a aplicação do índice de 5,4%, chegando a R$ 531. Após nova revisão nas contas, o Executivo decidiu ampliar a oferta para R$ 575.
Apesar disso, o valor segue abaixo dos R$ 600 reivindicados pelo sindicato. Marroni afirmou que o município atingiu o limite financeiro possível. “Os servidores mantêm a reivindicação dos R$ 600,00. Fizemos, recalculamos e o limite que nós conseguimos chegar é R$ 575,00. E aí vai ser isso que vai vigorar daqui para frente”, disse.
Prefeitura nega 13º do vale
Outro ponto defendido pelo Simp é a criação de um vale-refeição extra no fim do ano. O prefeito descartou a possibilidade e afirmou que o benefício foi criado para complementar a renda mensal dos trabalhadores. “Não tem o 13º do vale-refeição. O vale-refeição foi implementado no Brasil para complementação de renda da baixa renda”, declarou.
Marroni critica projeto aprovado na Câmara
Na sessão da Câmara Municipal de Pelotas desta quarta-feira (1º), avançou a proposta que prevê pagamento de 13º salário relacionado ao vale para servidores municipais. O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e seguirá para votação em plenário antes de eventual encaminhamento ao Executivo.
Marroni criticou a movimentação do Legislativo e afirmou que vereadores não têm prerrogativa para criar despesas ao Executivo. “Não deveria ter passado na CCJ. O parlamento pelotense sabe que ele não tem prerrogativas de impor despesas ao Executivo e que a participação do Legislativo nas negociações entre os servidores e a Prefeitura se dá no momento em que nós apresentamos a lei para a Câmara depois dessa negociação”, afirma.
